MP pede que TCU apure propaganda do BNDES e BNB em sites de fake news

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O Ministério Público pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) nesta segunda-feira (27/07), que investigue propagandas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em sites acusados de divulgar fake news.

O pedido é do procurador Lucas Furtado. Ele acredita que o mesmo padrão de patrocínio já observado no Banco do Brasil pode estar acontecendo com BNDES e BNB.

O Tribunal de Contas já tinha mandado suspender anúncios do Banco do Brasil. Para o procurador, o mesmo pode estar ocorrendo com outros bancos.

Em maio, o TCU suspendeu parte dos contratos de publicidade do BB, relacionados a propaganda em sites, blogs, portais e redes sociais. A decisão não incluiu a divulgação em veículos existentes há mais de dez anos. O objetivo da medida é evitar o financiamento indevido de propagadores de notícias falsas.

“A meu ver, portanto, cabe ao TCU empreender a mesma ação de controle que vem sendo desenvolvida em face do Banco do Brasil, tendo em vista se tratar do mesmo tipo de irregularidade que estaria sendo praticada no âmbito de outras duas instituições financeiras públicas: o BNDES e o BNB” afirma Furtado.

Na representação, o Ministério Público também sugere a concessão de uma liminar para suspender as propagandas e pede que representação seja encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para subsidiar o inquérito das fake news.

Blogueiros bolsonaristas investigados pelo STF apagaram mais de 3 mil vídeos desde maio no Youtube com medo da investigação sobre fake news conduzida pelo STF.

Segundo a CPMI das FAKE NEWS, entre os campeões da mentira, o relatório da CPMI destaca os sites: Jornal 21 Brasil (84.248 impressões), Imprensa Viva (65.661 impressões), Gospel Prime (44.750), Diário do Brasil (36.551 impressões) e Jornal da Cidade Online (30.508 impressões).

O canal Terça Livre TV, do blogueiro Allan dos Santos, um dos mais atuantes militantes do bolsonarismo , recebeu 1.447 anúncios governamentais.

Em depoimento à própria CPMI, contudo, ele negou receber verba pública em troca do apoio ao governo Bolsonaro. Ele foi um dos alvos das ações determinadas pelo STF, em inquérito que investiga ataques virtuais contra a Corte.

O relatório da CPMI destaca, ainda, que a divulgação de publicidade oficial em canais que fazem apologia do presidente Bolsonaro pode ser interpretada como violação à Constituição.

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