Morre Sean Connery, primeiro 007

0

O ator escocês, de 90 anos e que se notabilizou como o primeiro a interpretar o papel de James Bond, morreu neste sábado, segundo a BBC que não informa o motivo da morte.

Com uma carreira de décadas, Sean Connery recebeu vários prémios de interpretação, incluindo um Óscar para Melhor Ator Secundário, dois Bafta e três Globos de Ouro. O ator, que foi o primeiro a representar o agente secreto ao serviço do governo de Sua Majestade, que passou a simbolizar a quinta-essência do ator britânico junto do grande público, atuou em vários filmes de ação e aventura como Caça ao Outubro Vermelho, em que era o comandante de um submarino nuclear soviético, ou Indiana Jones, onde encarnava o pai de Indiana, Dr. Henry Jones.

Nascido em Edimburgo, em 1930, o primeiro trabalho de Sean Connery foi como distribuidor de leite na capital escocesa, depois de deixar a escola aos 14 anos. Até chegar ao seu primeiro papel como ator, passou pela Marinha, de onde saiu por razões médicas, passando por vários outros diversos trabalhos, incluindo posar como modelo nu para os alunos de Belas-Artes e a participação num concurso de Mr Universe.

Foi em 1951 que chegou a participação no musical South Pacific, mas não seria até à década seguinte que a sua carreira descolaria quando em 1962 estreava o primeiro filme da saga 007. Ao todo, Sean Connery deu vida ao agente secreto James Bond em sete filmes.

Em 1988 ganhou o Óscar de Melhor Ator Secundário, pela sua atuação no filme Os Intocáveis, em que faz um agente de polícia Jim Malone, no filme de Brian de Palma.

É mítica a forma com um humilde ator escocês ganhou o papel que o tornaria Sean Connery numa das figuras mais conhecidas da cultura pop britânica e um dos símbolos da masculinidade do século XX (foi eleito o homem mais sexy do século pela People Magazine em 1999).

O ator tinha acabado de interpretar um assassino em A Grande Aventura de Tarzan quando recebeu um telefonema de dois produtores norte-americanos – Albert Broccoli e Harry Saltzman – que lhe mudou a vida e o transformou protagonista mais associado a uma das sagas cinematográficas mais rentáveis de sempre.

Para o papel do agente dos livros de Ian Fleming, os produtores estavam a ponderar candidatos como Cary Grant, David Niven, Richard Burton, Trevor Howard, Peter Finch, James Mason, Roger Moore e até Jimmy Stewart, mas depois o jovem actor de 30 anos com o seu andar característico, que mais tarde Broccoli descreveria como “a ameaçadora elegância de uma pantera a deambular em busca de presa”. Em “Dr. No”, o primeiro 007, juntou uma arrogância aristocrática à personagem desenhada por Fleming e trouxe o humor, imortalizado na sua relação com a secretária do MI6, Miss Moneypenny, o seu alvo mais frequente.

Comentários