Moro vai continuar no debate político e pede o fim do foro privilegiado Ex-juiz da Lava Jato disse que agora está livre para falar e vai falar

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Em uma live realizada pelo movimento Vem Pra Rua, neste sábado (13), o ex- ministro da Justiça, Sergio Moro afirmou que o foro privilegiado deveria ser “eliminado por completo”.

Sergio Moro afirmou também que se “comprometeu a não ficar calado” e que tem “falado muito mais ultimamente” por causa da situação atual do país.

“Como juiz eu praticamente não podia falar fora dos autos. Quando eu falava alguma coisa, eu era criticado. Como ministro, eu podia falar mais. Mas, ainda assim, havia restrições”, disse.

Ao conceder a entrevista, o ex-juiz da Lava-Jato empolgou os que incentivam a candidatura dele para para a presidência da República em 2022.

“Agora, sou um cidadão livre e, como cidadão livre, se eu não tiver a minha liberdade de opinião, de falar, então estou no país errado. Pretendo continuar participando do debate público. Nós precisamos conversar, debater, trocar ideias, convencer as pessoas ou ser convencido por elas para que possamos construir um país mais justo.”

Assim como fez quando era juiz e quando foi ministro, Moro defendeu veementemente o fim do foro, mas ponderou que se houver, que seja apenas para resguardar as instituições.

Para ele, o foro no máximo, se existir, deve ser restrito aos presidentes dos três Poderes. Ao presidente da República, ao presidente do Supremo e aos presidentes das duas Casas Legislativas. “Eu não vejo razão de ser desse instituto (foro privilegiado). Eu tive foro privilegiado como juiz e agora como ministro e não sinto nenhuma falta dele. É um resquício completamente aristocrático”, disparou.

Sérgio Moro foi o responsável pelas primeiras condenações da Lava-Jato que se desdobraram em prisões de autoridades corruptas, doleiros, lobistas e empresários desonestos em diversos países, além do Brasil.

Outro tema abordado foi a prisão em segunda instância, que o ex-ministro lembrou que poderia ter sido resolvida ainda no primeiro semestre de 2019, antes do julgamento do Supremo Tribunal Federal, por meio da aprovação do dispositivo acerca do tema que fazia parte do Pacote Anticrime que apresentou ao Congresso Nacional, e que foi deturpado por parlamentares adeptos do “Lula Livre”.

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