Moro desmente matéria sobre influenciar investigações da Lava Jato Procuradores também criticaram site e falam em crime contra operação que prendeu deputados, senadores e ex-presidente do Brasil

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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, desmentiu matéria tendenciosa do site The Intercept que reproduziu mensagens entre procuradores da Lava Jato e entre o próprio ministro, então juiz, e Deltan Dallagnol, durante condução do processo do triplex que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a 12 anos e 1 mês de prisão.

“S‎obre supostas mensagens que me envolveriam publicadas pelo site Intercept neste domingo, 9 de junho, lamenta-se a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo.

Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato” disse o ministro.

site The Intercept revelou neste domingo (9) conversas antigas entre o então juiz federal Sérgio Moro e o Procurador da República Deltan Dallagnol. Segundo os registros, os dois trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da Operação Lava Jato. As conversas aconteceram no aplicativo entre 2015 e 2018. O The Intercept foi fundado pelo jornalista americano Glenn Greenwald, radicado no Brasil.

De acordo com o site, “Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal”, afirmou o Theo Intercept.

Os procuradores da Lava Jato também divulgaram nota classificando a divulgação das mensagens como um “ataque criminoso à Lava Jato” e acrescentaram que o caso põe em risco a segurança de seus integrantes.

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