Ministro do Turismo pode ter de se explicar sobre laranjas na campanha do PSL Depois da queda de Bebianno, deputados querem explicações sobre denúncias em MG

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O PSOL entrou com requerimento para que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio preste esclarecimentos sobre as denuncias de utilização de candidaturas laranjas em Minas Gerais.

A pressão agora, é para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia coloque o requerimento para que seja votado no Plenário, já que as comissões ainda não estão instaladas.

O deputado David Miranda ( RJ ) cobrou na Sessão desta terça–feira (19), a votação do requerimento para convocação do ministro.

Segundo as denuncias, o hoje ministro, filiado ao PSL, patrocinou nas eleições de 2018 quatro candidaturas laranjas em Minas Gerais. Uma das candidatas, Lilian Bernadino, era assessora de Marcelo Álvaro Antônio, recebeu R$65 mil do fundo eleitoral, mas obteve apenas 196 votos.

Outra candidata, Cleuzenir Barbosa, afirmou em depoimento ao Ministério Público que foi coagida por Bernadino e Haissander Souza de Paula, que foi assessor parlamentar do hoje ministro, a devolver R$50 mil dos R$60 mil que recebeu do PSL na eleição. Segundo o depoimento, o auxiliar teria, inclusive, utilizado uma arma de fogo para intimidá-la.

Para que o ministro tenha que ir ao Plenário da Câmara se explicar, é preciso aprovação por maioria simples dos deputados.

A professora aposentada Cleuzenir Barbosa, que foi candidata a deputada estadual disse que o ministro do Turismo sabia do esquema de lavagem de dinheiro de recursos do fundo partidário usando candidatas de mulheres.

Cleuzenir pediu asilo político em Portugal e quer proteção da Polícia Federal.

“Era o seguinte: nós mulheres iríamos lavar o dinheiro para eles. Esse era o esquema. O dinheiro viria para mim e retornaria para eles”, afirmou em entrevista à Folha.

Segundo ela, no caso de Minas, a verba foi liberada formalmente pelo então presidente nacional da sigla, Gustavo Bebianno, demitido do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência nesta segunda-feira (18).

Álvaro Antônio era o comandante da sigla em Minas, responsável pela montagem das chapas. Parte do dinheiro público, segundo a denuncia,  foi direcionado para as quatro candidatas apenas para preencher a cota feminina de 30% das candidaturas e de verba eleitoral.

Segundo a denúncia, o dinheiro foi repassado das contas de campanhas para contas de empresas de assessores, parentes ou sócios de ex-assessores do atual ministro do Turismo.

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