Ministro Augusto Nardes do TCU usou família como quadrilha para faturar 2,5 milhão, diz investigação Operação Zelotes denunciou parte de sua família hoje

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O Ministério Público Federal apresentou nesta sexta-feira, 30, denúncia contra familiares do ministro do Tribunal de Contas da União – TCU, Augusto Nardes e diversos investigados na Operação Zelotes. O MPF acusa Nardes de ter feito uma “parceria” com suspeitos já denunciados pelos investigadores.

Segundo os procuradores, e-mails obtidos durante a investigação demonstram que o ministro recebeu R$ 1,6 milhão da empresa de consultoria SGR, contratada da RBS, para ajudar ao grupo de comunicação a não pagar as multas que recebera.

A RBS contratou, em 2005, a empresa de consultoria SGR, do ex-conselheiro do Carf José Ricardo Silva para ajudar seus advogados na tentativa reverter a cobrança. No mesmo ano, a SGR contratou a Planalto Soluções, ou N&P Consultoria, escritório do qual Nardes era sócio naquela data.

Segundo os procuradores, para evitar que a RBS pagasse uma multa de R$ 582 milhões aplicada pela Receita Federal, o diretor jurídico do grupo, o deputado Afonso Motta teria fechado ao menos cinco contratos falsos com escritórios ligados a conselheiros e ex-conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

A Receita Federal aplicou a multa em 2001. Em 2011, o grupo de comunicação venceu a disputa no Carf e teria pago R$ 11,9 milhões à SGR em quatro parcelas, entre os anos de 2011 e 2012. A empresa de consultoria teria, então, repassado R$ 2,5 milhões à N&P Consultoria, que passara a ser controlada por Carlos Juliano, sobrinho de Nardes após este se desligar da firma anos antes. Apesar disto, segundo os procuradores, um e-mail aponta que pagamentos deste período ainda eram destinado ao ministro do TCU.

O MPF disse hoje que a aproximação entre a RBS e a empresa da família Nardes, a N&P, que subcontratou a SGR, aconteceu pelas mãos do então deputado Augusto Nardes, “que avalizou a contratação da associação criminosa para o diretor Jurídico do grupo RBS, hoje deputado Afonso Motta”.

Na denúncia protocolada na Justiça Federal, os procuradores afirmam que “Afonso Motta sabia que a fraude tributária praticada pela RBS não resistiria a uma análise isenta do Cade” e por isto recorreu aos Nardes, chegando até a SGR, através das empresas N&P , esta, sim, dos Nardes.

Coube à SGR chegar ao Cade.  A Operação Zelotes investiga outras empresas gaúchas, entre elas a empresa dos Gerdau. Embaixo do tapete do CARF tem muito mais roubo do nosso suado dinheiro que possamos imaginar. Isto é só a ponta do Iceberg ou do fio do novelo, como preferir.

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