MARCOLA fica em Brasília, decide Supremo Governador do DF quer que líderes de facções criminosas sejam transferidos da Papuda para outros presídios Federais

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (20) um pedido do Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para retirar Marcos Camacho, o MARCOLA e outros criminosos, todos de alta periculosidade e que comandam o tráfico de drogas e armas em diversos estados do país, da Penitenciária Federal de Brasília, a Papuda, onde estão presos.

O governador do DF, teme que a presença de presos como Marcola no DF, aumente o risco à integridade de “autoridades,” algumas delas, também criminosas com fichas extensas, porém ainda soltas, ou dando expediente como senadores e deputados que usam tornozeleiras e dormem também na Papuda, ou ministros bilionários de tribunais superiores enriquecidos com dinheiro da corrupção.

O governo federal disse para Barroso que Brasília tem a maior e melhor estrutura de apoio à presídios do país, além da cúpula das Forças Armadas.

O fato é que o ministro do Supremo não aceitou os argumentos de Ibaneis e determinou que Marcola continue na Papuda. Barroso considerou que os riscos e gastos são maiores com a transferência de criminosos de um lado para outro no país.

Ao saber que Marcola vai continuar no “Quadradinho”, assim como os demais criminosos enviados por eleitores de todos os estados para a Capital, o governador Ibaneis Rocha disse que cumpriu seu dever e vai continuar trabalhando com as forças de segurança do DF para “manter a paz da população”.

A decisão foi sobre a Liminar sem análise do mérito que ainda deve ser julgado no Plenário do STF.

Barroso disse que “Transferências de presos são, por essência, operações de alto risco. Não é preciso esforço para concluir que é muito mais fácil o resgate de um preso no percurso da transferência do que dentro de um presídio de segurança máxima, cujo perímetro externo é protegido pelas Forças Armadas” e que “A legislação pertinente não faz nenhuma ressalva quanto à unidade prisional para a qual os presos perigosos serão encaminhados, cabendo aos órgãos responsáveis pelo sistema penitenciário federal – notadamente os juízes federais corregedores dos presídios federais e o Depen – a decisão sobre a admissão e remoção desses presos. A interferência de atores externos ao sistema – como os estados ou municípios em que estão localizados os presídios federais – ameaça a segurança jurídica sobre o funcionamento do sistema”.

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