MAIS GREVE: Petroleiros querem redução do preço dos combustíveis e demissão de Pedro Parente Greve começou no início da madrugada desta quarta-feira e pede demissão do presidente da Petrobrás

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greve dos petroleiros
greve dos petroleiros

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciou na madrugada desta quarta-feira (30) uma greve com hora marcada para terminar.

Em comunicado os funcionários afirmam que não entraram para trabalhar em refinarias de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco. Segundo a FUP, a greve terminará meia noite de sexta-feira (1).

Os petroleiros postaram vídeos em redes sociais e aplicativos de comunicação afirmando que estão apoiando a greve dos caminhoneiros, querem a mudança na política de preços da Petrobrás e a demissão do presidente da estatal, Pedro Parente. Eles afirmam que o custo da produção de combustíveis do Brasil é o menor do mundo e que os preços são os mais elevados para os consumidores.

A FUP diz que não há risco de desabastecimento ao país, já que os tanques das refinarias estão cheios por conta da greve dos caminhoneiros. Segundo o coordenador geral da greve, José Maria Range, os petroleiros querem defender o Brasil e o movimento é para que os brasileiros paguem um preço justo pelo gás de cozinha e pelos combustíveis.

Veja a nota da FUP: 

A greve nacional dos petroleiros contra a política de preços de derivados da Petrobrás começou aos primeiros minutos desta quarta-feira, 30, em diversas refinarias e terminais da empresa.

Os trabalhadores não entraram para trabalhar nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

Também não houve troca dos turnos nas refinarias de Suape (PE) e Paranaguá (PR).

Na Bacia de Campos, as informações iniciais eram de que os trabalhadores também aderiram à greve em diversas plataformas.

O movimento prossegue pela manhã, quando estão previstas paralisações nas demais bases do Sistema Petrobrás.

Também nesta quarta-feira, 30, serão realizados atos e manifestações em apoio e em solidariedade à luta dos petroleiros contra a política de preços imposta pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, que gerou uma escalada de aumentos abusivos no gás de cozinha e nos combustíveis.

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