Madrid Fusion: O maior evento gastronômico da Espanha

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Foto: Secretos de Madrid

Durante três dias a cidade de Madrid, na Espanha, esteve em ebulição, cozinheiros de todo o mundo se encontraram para o Reale Seguros Madrid Fusion, e converteu a cidade na capital do mundo da gastronomia.

Madrid Fusión

A XVII edição finaliza hoje esteve entre os dias 28, 29 e 30 de janeiro com um total de 107 oradores, com a presença de grandes cozinheiros como: Ferran Adrià – El Bulli Foundation, Javi Estévez La Tasquería, Mario Sandoval – Coque, Dani García – Dani García, David Muñoz – DiverXo, Quique Dacosta -Mercat Bar, Elena Arzak – Arzak, Eneko Atxa y Xabi Uribe-Etxebarria -Azurmendi, Martin Ducout e Yann Barraud – Le Cordon Bleu, Pedro Giménez – Tribeca, entre muitos outros.

As cidades de Copenhagen , Budapeste e San Francisco foram as convidadas especiais do evento, e deram especial destaque a conceitos como inteligência artificial e inovação.

A volta do mestre Ferran Adrià

O regresso de Ferran Adrià, depois de uma ausência de sete anos deste tipo de evento, para apresentar o El Bulli 1846, um laboratório de inovação onde o chef exercerá as funções de diretor criativo, e que tem previsão em começar a funcionar ainda este ano. Logicamente cria-se uma expectativa imensa. Seu restaurante foi um marco na gastronomia espanhola.

Encontro dos chefs

O programa apresentou uma série de abordagens de diferentes técnicas culinárias, como as dos chefs ainda não conhecidos no Brasil como Oriol Castro, Eduard Xatruch e Mateu Casañas, e um interessante debate em volta da criatividade e a presença do premiado chef madrilenho David Muñoz.

Chef espanhol mais comentado do momento David Muñoz

Chamo atenção a importância que a Espanha investe nesse segmento. O governo, bancos e a iniciativa privada apoiam a gastronomia. Financiam projetos e patrocinam os chefs. Modelo que seria importante para nosso país copiar.

Debates em torno a soluções contra o desperdício, como a versão espanhola da App Too Good To Go, uma aplicação que se utiliza em Paris para vender os pequenos almoços que sobram no hotel de luxo Mandarin Oriental. Olha que legal!!!!

A participação feminina, que cada vez vai conquistando mais espaço na alta gastronomia, nessa edição foram 16 chefs convidadas e contou com nomes como Ana Roš, chef autodidata do restaurante Hiša Franko, na Eslovénia, e a melhor chef da lista 50 Best de 2017, Begoña Rodrigo de Jorge, chef do restaurante La Salita, em Valencia, e a especialista em cozinha com cogumelos Elena Lucas, do La Lobita, em Soria. Para completar o time Maca de Castro, que dirige um restaurante em Maiorca que se destaca pela utilização dos produtos hortícolas locais e dos produtos do mar, e no evento falou sobre a alta cozinha vegana. A chef Najat Kaanache, do restaurante Nur, em Medina, trouxe a essência do continente africano, com os aromas e as cores do Marrocos.

O evento foi dividido em dois Congressos, que abordaram temas relacionados com o futuro da alta cozinha: meio ambiente, eficiência energética, relações humanas, psicologia aplicada, integração social, uberização, novas tecnologias e reciclagem. Os cozinheiros participaram também em demonstrações técnicas, ateliês formativos, concursos, leilões e entregas de prémios.

Espero que um dia Brasília tenha um evento desse calibre e receba chefs nacionais e internacionais com a grandeza que os europeus fazem.
Vale a pena sonhar com essa possibilidade um dia.

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