Lula é responsável por corrupção na Petrobras, diz PGR contra anulação de processos pelo STF Procuradoria diz que processos são legitimos da vara de Curitiba

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A Procuradoria-Geral da República rebateu o argumento de que as propinas repassadas para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em reformas no triplex, no sítio de Atibaia e em repasses ao Instituto Lula, não tinham relação com a Petrobras.

A PGR entrou com recurso contra a decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin que anulou as condenações de Lula no âmbito da operação Lava Jato.

“O ex-Presidente teve responsabilidade criminal direta pelo esquema criminoso que vitimou a Petrobras”, afirmou a subprocuradora Lindôra Araújo.

Em conclusão, Lindões disse “entende este órgão ministerial que os referidos feitos,por terem por objeto crimes praticados no âmbito do esquema criminoso que vitimou a Petrobras, estão inseridos no contexto da chamada “Operação Lava
Jato” e, por tal razão, com acerto, tramitaram perante o Juízo da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná”

Ela lembrou que as reformas no sítio de Atibaia custaram R$ 1 milhão, pagos pela Odebrecht, OAS e José Carlos Bumlai.

“Tais pagamentos estavam vinculados a acertos de corrupção do então Presidente com o Grupo Odebrecht, o Grupo OAS e José Carlos Costas Marques Bumlai e abrangiam contratos da Petrobras”, reforçou a PGR.

Em relação ao instituto, a PGR diz que ficou demonstrado que a Odebrecht tinha uma conta-corrente geral de propinas com recursos oriundos de contratos com a Petrobras.

“Os fatos ilícitos versados nas referidas ações penais estão, a toda evidência, associados diretamente ao esquema criminoso de corrupção e de lavagem de dinheiro investigado no contexto da ‘Operação Lava Jato’ e que lesou diretamente os cofres da Petrobras”, diz o recurso da PGR apresentado ao STF.

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