Lobista ligado ao presidente do Senado foi elo entre roubo ao Postalis, Serpros e outros Fundos MPF acusa “amigo” de Eunício Oliveira, Renan Calheiros e Romero Jucá de operar para o líder da quadrilha, Arthur Machado

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O Ministério Público Federal acusa Artur Pinheiro Machado de ser “o grande líder da organização criminosa” que quebrou os fundos de pensão no Brasil. A atuação da quadrilha liderada por ele quebrou grandes fundos de pensão como o Serpros e o Postalis.

Segundo o MPF, “Machado assegurara os investimentos em FIPs e debêntures das empresas do Grupo ATG por meio do pagamento de vantagens indevidas.”. Segundo o MPF, as provas são robustas. “Os recursos do Serpros e do Postalis eram captados para, posteriormente, serem diluídos, gerando lucros extraordinários para Arthur Machado” diz a denúncia. O empresário teria lavado com ajuda de doleiros mais de R$ 12 milhões. O Lobista Milton Lyra aparece na denúncia do MPF como integrante da quadrilha de Machado.

A Polícia Federal diz que Lyra operava para Artur Machado em negociações com os senadores do MDB.   A PF levantou suspeita de que o presidente do Senado, Eunício Oliveira fez o relatório de pelo menos uma Medida Provisória para atender a interesses defendidos por Milton Lyra, lobista ligado ao ex-presidente do Senado, Renan Calheiros e ao senador Romero Jucá. A Lava Jato acusa Lyra de intermediar o pagamento de propina aos senadores do PMDB. A delação dos 78 executivos da Odebrecht e subsídios de outras áreas levantam as suspeitas contra os senadores do MDB.

As denúncias do MPF são resultantes de investigações da operação Rizoma, e elencou Arthur Machado como o chefe d quadrilha, Patrícia Iriarte como seu braço direito, Alessandro Laber, Edwrd Penn e Claudio Souza como operadores financeiros da quadrilha e Carlos Alberto Valdares Pereira, Marcelo Sereno, Adeilson Telle, Ricardo Siqueira e Milton Lyra lobista elo de ligação com autoridades.

Na época da deflagração da operação Rizoma pela Polícia federal em conjunto com o MP, 140 policiais federais cumpriram 10 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão em três unidades da federação: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Entre os presos estavam Arthur Machado, Milton Lyra e o ex-secretário nacional de comunicação do PT Marcelo Sereno.

Segundo o MPF, as atividades eram crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção e contra o sistema financeiro nacional, liderados por Arthur Machado, um dos fundadores e CEO da Americas Trading Group (ATG), empresa que atua diretamente no mercado financeiro e foi considerada a “nova bolsa de valores brasileira”.

As investigações indicam que, em 2010, mesmo ano da fundação da ATG, Arthur Machado constituiu o fundo de investimentos em participação Eletronic Tranding Brazil (FIP ETB) para angariar recursos na “nova bolsa”. Tal projeto teve dois grandes investidores iniciais, as empresas de responsabilidade do próprio empresário e o fundo de pensão Postalis, que ingressou como cotista investindo R$ 119 milhões.

Ainda segundo o MPF, em 2013 o Serpros começou a adquirir cotas do FIP ETB, realizando até 2015 o aporte total de R$ 72 milhões no fundo de investimento. Além disso, o Postalis e  o Serpros compraram títulos de dívidas (debêntures) nos valores de R$ 107 mil e R$ 241 mil, respectivamente, de outra empresa ligada a Arthur Machado, a Xnice Participações.

As investigações tiveram como ponto de partida, um acordo de delação premiada feito com um dos participantes do esquema “que se apresentou espontaneamente aos agentes da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro”. A partir daí “foi possível descobrir que os investimentos dos referidos fundos de pensão se deram em contrapartida a propinas pagas por Arthur Pinheiro Machado”.

Ao detalhar o funcionamento do esquema, durante as investigações o MPF disse que “para gerar os reais em espécie no Brasil, necessários para o pagamento de vantagens indevidas aos responsáveis pelos fundos de pensão, o empresário empregou uma série de sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro, com o auxílio de doleiros da organização criminosa do ex-governador do Rio de janeiro, Sérgio Cabral”, atualmente preso.

O operador financeiro Edward Penn, possibilitou o envio de R$ 45 milhões para contas internacionais, que posteriormente voltaram ao Brasil em espécie.

A Operação teve finalidade de aprofundar as investigações relacionadas à organização chefiada por Sérgio Cabral desvendou o rombo nos Fundos de Pensão. O nome Rizoma refere-se a um tipo de caule subterrâneo que se ramifica por debaixo da terra, escondido, em referência ao processo de lavagem de dinheiro.

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