Líder de Bolsonaro alvo de buscas em desdobramento de Investigações da Lava-Jato

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) cumpriu busca e apreensão no escritório do líder do governo Bolsonaro na Câmara dos deputados Ricardo Barros (PP), em Maringá, no norte do Paraná, na manhã desta quarta-feira (16).

Barros também foi ministro da Saúde durante o governo de Michel Temer.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, a investigação envolve fraudes na contratação de energia eólica e começou com base em informações da colaboração premiada da Operação Lava Jato, que foram enviadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2019.

As fraudes ocorreram, ainda conforme o Gaeco, entre o final de 2011 e o ano de 2014. Os crimes investigados são corrupção e lavagem de dinheiro.

Além do escritório de Barros, há mandado de busca e apreensão em São Paulo contra Delmo Sérgio Vilhena.

Ricardo Barros, que está no sexto mandato na Câmara e já foi prefeito de Maringá, disse que está tranquilo e “repudia o ativismo político do judiciário”, disse em nota.

Quatro empresas são investigadas na ação que cumpre ordens estão sendo cumpridas em Curitiba, São Paulo, Paiçandu e em Maringá

Os investigadores do Paraná querem saber a relação entre Vilhena com Ricardo Barros e a esposa dele, Cida Borghetti, ex- governadora do Paraná.

Conforme a Polícia Civil, na casa de Delmo Vilhena foram encontradas notas fiscais de hotéis de Maringá em nome dele e cadernos com anotações à época dos fatos investigados. Os policiais também apreenderam documentos, computadores e celulares.

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