Lava jato prende funcionários da Receita Federal apesar de proibição do STF Força tarefa está nas ruas no Rio de janeiroLava

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Apesar de o ministro do STF, Alexandre de Moraes ter mandado suspender as investigações, agentes da Lava Jato no RJ prenderam nesta quarta-feira (2) 12 suspeitos de participar de um esquema de extorsão dentro da Receita Federal, contra investigados da própria força-tarefa.

Marco Aurelio Canal, supervisor de Programação da Receita na Lava Jato do Rio e apontado como chefe do esquema, é um dos presos. Dois mandados de prisão ainda não foram cumpridos: o de José Carlos Lavouras – que está em Portugal – e de uma mulher, ainda não identificada.

A Lava Jato usou escutas autorizadas pela Justiça e ações controladas – como adiar o cumprimento de mandados de prisão – para localizar os suspeitos.

O esquema na Receita prosperou à medida que a Lava Jato avançava. A suspeita é que Canal, que tinha acesso a detalhes dos investigados, usava os dados para extorquir dinheiro em troca de redução ou do cancelamento de multas.

Foram pedidas na  operação “Armadeiras” as prisões preventivas de:
Daniel Monteiro Gentil, preso;
Elizeu da Silva Marinho, preso;
José Carlos Lavouras; foragido;
Marcial Pereira de Souza; preso;
Marco Aurelio da Silva Canal, preso;
Monica da Costa Monteiro Souza;
Narciso Gonçalves; preso;
Rildo Alves da Silva; preso;
Sueli Monteiro Gentil.

As prisões temporárias foram de:
Alexandre Ferrari Araujo; preso;
Fabio dos Santos Cury; preso;
Fernando Barbosa; preso;
João Batista da Silva; preso;
Leonidas Pereira Quaresma, preso.
Os 14 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Foram apreendidos R$ 120000,00 em espécie

A operação desta quarta é baseada em novas delações de Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor – a federação das empresas de transporte do estado – e de Ricardo Siqueira. Ambos são réus em fases da Lava Jato.

Segundo  ao delator Lélis, Elizeu Marinho foi o intermediário do pagamento de R$ 4 milhões em propina para Canal. O objetivo era anular uma autuação contra a Fetranspor. Pela negociação, Elizeu receberia R$ 520 mil.

Canal já tinha sido citado no inquérito sobre ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que tramita na própria corte, como um dos responsáveis por uma apuração feita pela Receita sobre 133 contribuintes, entre os quais o ministro Gilmar Mendes e a mulher dele.

Segundo as investigações, Canal distribuiu esse dossiê a outras pessoas. Com informações da PF e G1.

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