LAVA JATO CRITICA STF E PARLAMENTARES POR DEMORA EM JULGAR AÉCIO E TEMER DELTON DALAGNOL PALESTROU EM BELO HORIZONTE PARA EMPRESÁRIOS

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O coordenador da força tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba, procurador Delton Dallagnol, criticou a demora do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgar o senador Aécio Neves e a postura de parlamentares que barraram a investigação de crime contra o presidente Temer. AS críticas ao Supremo e ao Congresso Nacional aconteceram durante palestra para empresários da na Federaminas em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (20).

Dallagnol comparou a eficiência da justiça de Curitiba com a inércia do STF. Segundo o procurador, “as pessoas que estão sendo julgadas em Curitiba em grande medida já foram responsabilizadas”, disse o procurador que salientou que os ministros do STF não podem se eximir da responsabilidade, sugerindo algum tipo de punição aos ministros que soltam os corruptos ou simplesmente os deixam sem punição e exercendo cargos de grande importância no país.  Para Dallagnol é vexatório ver um ministro soltando reiterada vezes o mesmo criminoso.

E Dallagnol tem razão. Entre os condenados e presos em Curitiba, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha do MDB.  Enquanto Michel Temer continua a praticar crimes, segundo a Polícia federal, exercendo a presidência do Brasil, protegido pelos deputados e senadores da República que suspenderam as investigações contra Temer.

“Mas essa suspensão dura até o final do mandato. Encerrado o mandato, as ações devem descer, passam a tramitar provavelmente em primeira instância e a tendência é que, como os demais processos, esses processos possam seguir”, disse o coordenador da Lava jato, que afirma existirem robustas evidências e que “a sociedade espera que os processos permitam a responsabilização dos que eventualmente cometeram crimes tão graves contra o nosso país”, finalizou.

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