LAVA JATO CAÇA tucano, primo de Beto Richa Esquema gerou R$150 milhões em propinas

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LAVA JATO

A Polícia Federal (PF) cumpre 92 mandados judiciais emitidos na 55ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Integração II, no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, nesta quarta-feira 26.

Um dos alvos de prisão temporária é primo do ex-governador Beto Richa (PSDB) que estaria fora do país. João Chiminazzo Neto que é diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) teve prisão preventiva. A quadrilha é acusada de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato.

Segundo o Ministério Público, o esquema atuou na administração das rodovias federais no Paraná, teria movimentado propinas de R$ 240 mil mensais em 2010.

No total são 73 mandatos de busca e apreensão, três de prisão preventiva e 16 de prisão temporária. O primo de Richa tinha sido preso recentemente na operação Rádio Patrulha, mas foi solto por Gilmar Mendes no dia 14 e saiu do país.

Foram identificados dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas relatados por réus que são colaboradores. O primeiro, iniciado em 1999, era intermediado pela ABCR. Entre os operadores financeiros estavam Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran.

O Grupo Triunfo, controlador da Econorte, em parceria com Adir Assad faturou R$ 85 milhões em notas frias. O Grupo CCR, controlador da Rodonorte, emitiu notas frias que podem chegar a R$ 45 milhões, segundo o MP.

No outro esquema 2% dos valores de cada contrato vigente com os fornecedores do DER, tinha como operador financeiro Aldair Petry, conhecido como Neco, que repassava em espécie, R$ 500 mil, mensais e durou até 2014 chegando a R$ 20 milhões em propinas.

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