Latam terá ajuda da FAB para retirar avião da pista de Confins Pouso de emergência de Boeing 777 com 339 passageiros gera atrasos em vários voos

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Boeing 777-300ER é o maior jato bimotor do mundo Moisés Silva/O Tempo/Folhapress

O pouso de emergência do Boeing 777 da Latam no começo da madrugada desta quinta-feira (20) em Confins causou muito mais que apreensão a alguns de seus passageiros, que foram retirados em segurança da aeronave.

Foto: Encaminhada (Grupo na escuta)

Dezoito horas após o incidente, os pousos e decolagens continuam operando com muitas restrições, uma vez que a retirada do “triplo 7” do local é demorada. O motivo da lentidão é que os aparelhos e equipamentos que irão suspender o avião para os reparos nos pneus – que se esvaziaram durante o pouso – estão sendo deslocados por caminhões e aeronaves. A administração do terminal da Pampulha anunciou que absorveu algumas operações.

No início da tarde desta quinta-feira, a Latam emitiu uma nota afirmando que “em parceria com FAB (Força Aérea Brasileira) está enviando uma aeronave Hércules com dois macacos hidráulicos e oito pneus. Ao todo são 6 toneladas de equipamentos para retirar a aeronave da pista do aeroporto de Confins. A empresa reitera que não está medindo esforços para mitigar os impactos aos passageiros que têm voos de e para o aeroporto mineiro.”

Nem a Latam, nem a FAB arriscam uma previsão sobre quanto tempo será necessário para retirar o jato da pista.

A companhia não informou se já tem em mãos o relatório da tripulação sobre o incidente que fez o voo LA8084, que ia de Guarulhos para Londres com 339 passageiros a bordo. Gravações entre o comandante e o Controle de Tráfego Aéreo dão conta do registro de “problema elétrico grave”, sem, no entanto, detalhar a falha.

Relatos de passageiros dão conta de um forte estrondo seguido do desligamento de alguns serviços a bordo, como os monitores de vídeo para entretenimento. As maiores suspeitas concentram-se em um dos motores ou no gerador, o que pode explicar a inatividade de algumas funções que exigissem energia. Nessas ocasiões, é comum os pilotos economizarem energia como forma de precaução.

A brigada de incêndio de Confins foi acionada durante o pouso de emergência para conter o fogo iniciado nos pneus e jogou espuma na pista. As labaredas também são previstas e até comuns nessas ocorrências, o que descarta alguns relatos de que “o avião teria se incendiado, levando risco aos passageiros e tripulantes”.

Os transtornos em Confins causaram um efeito cascata em outras companhias, que registram vários voos atrasados. E levantam mais uma vez as discussões em torno da necessidade de ao menos duas pistas no terminais de grande movimentação no país. O Boeing 777 é um dos aviões mais modernos do mundo e bastante utilizado em longas rotas. No Brasil, apenas a Latam opera o modelo. Na Azul, por exemplo, rotas semelhantes são operadas pelo A330, da Airbus.

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