Justiça bloqueia operações em criptomoedas e prorroga prisão de hackers da Lava Jato PF acredita que presos ainda não contaram tudo que fizeram e sabem sobre os ataques contra a operação

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 Os investigadores da Polícia Federal (PF), que analisam os depoimentos dos hackers da Operação Lava Jato e outras autoridades, encontraram uma série de contradições no depoimento  de Walter Delgatti Neto, o “Vermelho” e a justiça prorrogou nesta sexta-feira (26) a prisão dos 4 acusados para elucidar o caso. Além disso, foi determinado o bloqueio de criptomoedas compradas pelos investigados.

A PF analisa detalhadamente todos os pontos dos depoimentos para tentar fechar as lacunas dessa investigação. Segundo a Polícia Federal, não é possível descartar nenhuma possibilidade.

A informação do líder do grupo, o Vermelho,  de que agiu sozinho não convence os investigadores, pelo volume de material apreendido.

A dimensão das invasões que atingiram  as principais autoridades dos três poderes, do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e de jornalistas indica uma ação maior e planejada, avaliam os investigadores.

Outra versão que não bate com a realidade é a origem do dinheiro de  operações financeiras do hacker. Ao meio tempo que diz não ter recebido dinheiro pelas invasões, diz não saber de onde veio o dinheiro de suas aplicações.

Já foram identificadas operações de câmbio de Walter Delgatti no Aeroporto de Brasília e do Rio Grande do Norte, mas  ele alega que comprou os dólares para um amigo, mas não diz que amigo seria.

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