Irmãos Batistas da JBS continuam cometendo crimes, mesmo após delação premiada, diz PGR PGR pediu a suspensão do acordo com a justiça

0

O procurador-geral da República Augusto Aras encaminhou pedido ao Supremo Tribunal Federal – STF pedindo a suspensão do acordo do acordo de colaboração premiada  é o com a JBS. Segundo o PGR,  ” o colaborador confessa suas práticas criminosas, compromete-se a cessá-las e, dali por diante, portar-se com respeito às leis e às regras morais que regem a convivência em sociedade. Trata-se de um compromisso ético de, após refletir sobre a reprovabilidade do seu comportamento, afastar-se do estilo de vida até então adotado. Nesse sentido, o acordo de colaboração premiada tem por finalidade ser um espaço de redenção para o colaborador”.

Aras acrescentou que o MPF “não pode persistir numa relação contratual travada com pessoas que demonstraram, por mais de uma vez, que o conteúdo ético e moralizador do acordo de colaboração premiada não é capaz de fazer cessar o seu modo de vida criminoso e de arrefecer o seu ímpeto por por lucro fácil”.

Essa não é a primeira vez que o acordo é questionado pela PGR, no ano passado a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, rescindiu os acordos de delação premiada de Wesley Batista e Francisco de Assis e Silva, executivos da J&F, controladora da JBS.

Raquel Dodge considerou que os dois descumpriram termos da delação. A rescisão retira os benefícios que haviam sido dados aos delatores, mas não inviabiliza as provas apresentadas por eles. Além da procuradora, seu antecessor, Rodrigo Janot, e o minsitro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) já defenderam esse entendimento.

No ano retrasado, o então procurador-geral Rodrigo Janot já havia encerrado os acordos de Joesley Batista e Ricardo Saud, também da J&F, pelo mesmo motivo. Após assumir o cargo, Raquel Dodge reforçou a decisão, naquele momento, para a procuradora-geral, Wesley e Francisco deixaram de informar ao Ministério Público fatos ilícitos, como a atuação do então procurador Marcello Miller em favor da J&F.

 

 

Comentários