Investigar Temer é constitucional Miguel Reale Junior concorda com investigação no STF contra Temer

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O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior que pediu a desfiliação do PSDB após o partido decidir ficar no governo do presidente Michel Temer MDB, e foi a primeira baixa importante na legenda, disse hoje para a rádio Jovem Pan que não há inconstitucionalidade em investigar Michel Temer no exercício da Presidência.

Reale afirmou que a decisão é iné

dita, mas questionou afirmando que “se o presidente é objeto de investigação por fatos ocorridos durante a sua gestão e as investigações exigem que haja verificação do sigilo, isso entra na linha normal. Por que negar se a investigação demonstra necessidade?” perguntou ao repórter.

O jurista, que é um dos autores do pedido de afastamento da ex-presidente Dilma, disse que o problema ele não pode ser responsabilizado enquanto presidente, mas que isso não é probl

ema. “Dodge entend

e que investigar não é responsabilizar. E que, portanto, a investigação pode ser feita. Estou de acordo com a posição

dela, de que se trata de investigação”, concordou o jurista com a PGR.

Além de Temer ter sido incluído em inquérito que apura o recebimento de propina da Odebrecht,  o ministro Luís Roberto Barroso determinou

a quebra do sigilo bancário do presidente na investigação sobre supostas irregularidades em decreto relacionado ao setor portuário, aquele caso em que o assessor do presidente, Rocha Loures  hoje presidiário, corria pelas ruas com uma mala de meio milhão de reais.

É a primeira vez que um presidente da República no exercício do mandato tem o sigilo bancário quebrado por ordem judicial. O Banco Central já distribuiu o ofício em que informa as instituições sobre a medida e pede providências.

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