Infidelidade X Operadoras

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Um estudo realizado pela empresa GfK em julho deste ano mostra que os níveis de fidelidade no segmento de telefonia são bastante baixos no Brasil e na América Latina. A pesquisa entrevistou 4,9 mil pessoas com idades entre 14 e 65 anos do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru.

Para enquadrar os entrevistados, o estudo considerou diversos perfis, entre eles os “mercenários”, dispostos a mudar de operadora caso recebam ofertas mais vantajosas, e os “fiéis”, que não mostram interesse em trocar de operadora mesmo quando recebem ofertas melhores.

Mais da metade dos consumidores brasileiros declarou fazer parte do grupo de “mercenários”, enquanto apenas “5%” optaram por manter sua fidelidade ao plano contratado em qualquer circunstância.

Os “infiéis” também são maioria no Peru (59%), Colômbia (53%) e no México (50%), apesar de apenas 20% dos clientes terem trocado de empresa contratada para o serviço no último ano. “Atualmente, a mudança de operadora em telefonia celular possui baixo índice em toda a América Latina, dando a impressão de que a lealdade (ou inércia) é alta. Mas não é este o caso. Nossos resultados mostram que há potencial para altos níveis de rotatividade, desde que as ofertas sejam adequadas. Para manter os usuários atuais e conquistar os que estão na concorrência, as operadoras precisam oferecer pacotes que maximizem o lucro para o usuário”, explica Frans Janssen, diretor de operações de pesquisa da GfK na América Latina.

Segundo ele, a possibilidade da portabilidade de linha, introduzida recentemente no território, ainda é um fator que deve ser explorado pelas operadoras.

Fonte: Olhar digital

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