Indígenas repudiam intimação de Guajajara para depor sobre denúncia de genocídio na pandemia, contra governo

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A Polícia Federal intimou para depor, a coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, acusada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) de difamar o governo federal com a publicação da websérie Maracá .

A websérie Maracá denunciou crimes cometidos pelo governo do presidente Jair Bolsonaro contra direitos fundamentais dos povos indígenas nesta pandemia da Covid-19.

As denúncias da Apib também foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal. Em nota, a entidade indígena afirmou que “Não irão prender nossos corpos e jamais calarão nossas vozes. Seguiremos lutando pela defesa dos direitos fundamentais dos povos indígenas e pela vida”, afirmou.

“Há apenas uma semana, na Cúpula Mundial do Clima, Jair Bolsonaro disse que ouviria os povos indígenas. Mas o fato é que o presidente usa o aparelho de governo, criado para proteger os direitos dos povos indígenas e a Polícia Federal para intimidar as lideranças”, reclamam os indígenas.

Nas redes sociais, Guajajara afirmou que foi intimada pela PF, como representante da Apib. “A perseguição desse governo é inaceitável e absurda! Eles não nos calarão!”bravejou.

A primeira indígena deputada federal, Joenia Wapichana afirmou que o papel da Funai é defender os direitos indígenas e não atacar. “Minha solidariedade a @GuajajaraSonia escreveu e a @ApibOficial, que neste momento sofre uma tentativa de intimidação do governo federal por defender os direitos indígenas e denunciar as omissões” escreveu a deputada.

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