Há um mês sem ministro da Saúde, Brasil tem 42.802 mortos por covid-19 neste domingo 14 de junho

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O Brasil registrou 42.802 mortes por covid-19 até as 8h deste domingo (14), mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Hoje completou um mês desde a saída do último ministro da Saúde, o médico Nelson Teich, que havia substituído o médico Luís Henrique Mandetta. Atualmente o presidente Jair Bolsonaro mantém o general Eduardo Pazuello, sem formação ou experiência em medicina ou saúde pública, no comando da pasta como interino.

No meio do caos de informações e contra-informações, as secretarias de saúde estaduais e do Distrito Federal informam o registro de 851.321 pessoas contaminadas pelo novo coronavirus no Brasil.

Os dados foram obtidos em uma parceria entre O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, G1, O Globo, Extra e UOL, que em conjunto para levantar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo da imprensa é informar corretamente os números da pandemia para os brasileiros. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas desligado, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram do site do governo os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação e combate ao vírus.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Neste sábado (13), mais uma vez o ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 892 novos óbitos e 21.704 novos casos, somando 42.720 mortes e 850.514 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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