Gravíssimo: Lindora Araújo teria tentado beneficiar Jacob Barata Ela teria tentado interferir para liberar 33,8 milhões em conta bloqueada na Suiça

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Gravíssimo: A jornalista Malu Gaspar disse que antes de tentar fechar um acordo com o doleiro foragido Rodrigo Tacla Duran, a fim de atingir Sergio Moro, em abril, a subprocuradora da PGR, Lindora Araújo “procurou a força-tarefa do Rio de Janeiro para sugerir o desbloqueio de uma conta da família do empresário Jacob Barata Filho no banco Safra, na Suíça, com saldo de 33,8 milhões de euros (…).

Na revista Piauí, Malú escreve que segundo testemunhas desse episódio, nas conversas com os procuradores, Lindora Araújo disse que conhecia a família Barata, que o clã estava sofrendo muito e que o patriarca nada tinha a ver com os crimes dos filhos (…).

A ação foi interpretada como tentativa de interferir no processo”.

Conhecido como o “Rei dos Ônibus”, Barata Filho foi preso duas vezes pela Lava Jato em 2017, e duas vezes foi libertado por habeas corpus concedidos pelo ministro do STF Gilmar Mendes. No ano passado, o empresário foi condenado a doze anos de prisão por corrupção ativa, no processo que apurou a distribuição de subornos a membros da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) por empresas de transporte público (a chamada “Caixinha da Fetranspor”). Barata Filho teve a pena aliviada depois de confessar ter pago propina a dois ex-presidentes da Alerj, Jorge Picciani e Paulo Mello, e um promotor de Justiça. Também devolveu aos cofres públicos 81 milhões de reais. A Lava Jato calcula que as empresas de ônibus fluminenses, incluindo o grupo de Barata, tenham desembolsado mais de 520 milhões de reais em propinas para autoridades fluminenses na gestão do ex-governador Sérgio Cabral.

A conta descoberta e bloqueada por iniciativa das autoridades suíças em 2017 está em nome de Guanabara Gestora de Participações SA. O processo corre em sigilo de Justiça. Segundo os suíços, além das notícias de envolvimento da família com denúncias de corrupção, não estava justificada a origem do dinheiro. Os documentos foram enviados ao Brasil por meio da Secretaria de cooperação Internacional da própria Procuradoria-Geral da República. Quando os papéis chegaram, os procuradores descobriram que os cinco filhos do patriarca Jacob Barata, antes donos da empresa, haviam passado suas cotas para o pai em 2014. Barata pai, hoje com 88 anos, não era réu em nenhuma ação. Ainda assim, os procuradores brasileiros pediram aos suíços para manter o bloqueio, por considerar a operação atípica (normalmente são os pais em idade avançada que passam bens para os filhos, como herança).

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