Gil Guimarães: o embaixador da pizza e da boa gastronomia em Brasília

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Foto: Lucas Marasta

Em 1998 tudo que o jovem economista queria era “mudar de vida”, matriculou-se no Centro de Informação e Degustação de Vinhos, em Paris, na França. Durante um ano dedicou-se ao estudo da enologia. Mas Gil Guimarães queria mais, um professor dele na época o indicou a École de Patisserie e Boulangerie de Paris, do vinho foi aprender a fazer pão…

em 1998 fazendo curso de padeiro em Paris

Voltando ao Brasil comprou um box no Quituart e abriu o Baco Bar a Vin, colocando em prática todos os ensinamentos adquirimos na cidade luz.
Introduziu a pizza romana no estabelecimento e foi tocando a vida. Durante o dia era funcionário público e à noite chef.

O sucesso foi grande e o jovem que sonhava em ser sommelier, virou padeiro e viu que a pizza era um grande negócio quando começou a ganhar prêmios na cidade na recém aberta Baco na Asa Norte, em Brasília.
Ele é Inquieto. Ele é ariano.

Encontro com Michel Troigros

Foi para Nápoles, na Itália, procurou a Associação da Vera Pizza Napoletana aprender a fazer a verdadeira receita italiana, carro chef da sua marca. Nasce a Baco da Asa Sul.

Surge em Brasília um modo original e sofisticado de comer a boa pizza. Era algo inédito na época. Cidade que tinha como tradição a comida nordestina, referência é a carne de sol, mandioca e paçoca.

Nasce o embaixador da pizza em Brasília e do Brasil.

 

Gil é um dos maiores influenciadores da nova gastronomia. É um personagem de Brasília que circula em todas as esferas sem deixar rastro. No período que viveu na Europa percebeu o quanto a cozinha afetiva era importante para os franceses. E começou a valorizar mais ainda suas tradições mineiras em suas lembranças onde via sua avó matando galinhas, porcos, fazendo broas e biscoitos em casa. Existe um projeto em abrir um restaurante de comida mineira tradicional com pitadas de sofisticação… E será um sucesso. O chef preparou para um almoço de lançamento da edição Mangiare Centro-Oeste uma carne de sol com quiabo frito que ficou sensacional.

Casado com Alessandra Lima, tem dois filhos, Pedro e Gabriel e tem como força a família que o apoia em suas viagem e negócios.

Gil é intenso, direto e alegre. Um mineiro de fala mansa, sorriso fácil e apreciador de boa comida e gosta de pessoas. Ele é amigo de muitas pessoas importantes na gastronomia nacional e internacional. Gil divide informações e está diretamente compartilhando isso nas redes e com seus amigos. Com os amigos Claude Capdeville, Francisco Ansiliero e Lui Veronese fundou o projeto “Panela Candanga”. Movimento de valorização da inclusão dos frutos do cerrado na gastronomia e de apoio à agricultura Familiar. “Gil é um dos maiores apoiadores ao pequeno agricultor. Graças a ele conseguimos comercializar nosso produto”, comenta a mestre pimenteira Priscila de Ávila.

Gil d os seus amigos Luiz Trigo, Claude Capdeville, Tonico Lichtsztejn , Rodrigo Freire e Eduardo Nobre.

Brasília ficou pequena para o empresário. Em São Paulo se uniu ao chef Marcos Livi e abriu a pizzaria Nápoli Centrale, a hamburgueria C6 e convidou o amigo Luiz Trigo e ano passado abriram o Distrito.
Presente em movimentos importantes como os eventos da Prazeres da Mesa e Abrasel.

Gil leva sua história de sucesso e incentiva jovens que sonham ser um chef de cozinha. O cozinheiro que se tornou figura pública na capital sem entrar para política.

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