General Paulo Chagas pede punição à Pazuello por participar de ato com Bolsonaro no Rio de Janeiro Paulo Chagas não costuma postar críticas à colegas de farda sem antes consultar sua consciência e seu conhecimento profissional.

0

O general da reserva Paulo Chagas pediu nas redes sociais a punição exemplar do também general do Exército, Eduardo Pazuello.

Ao site BSB Magazine, Chagas afirmou que foi professor de Pazuello. “Foi meu cadete, tem um bom coração, mas precisa assumir seus atos” disse o general.

Para Paulo Chagas, ”fazer concessão na gestão da disciplina é fonte segura de estímulo à indisciplina”

Segundo Chagas, tentar justificar o injustificável é a mais eloquente prova de que o General Pazuello cometeu uma transgressão disciplinar.

O general da cavalaria afirma que a participação de Pazuello no passeio motociclístico e o pronunciamento em homenagem a Jair Bolsonaro, por mais que se queira distorcer a verdade, foi uma deliberada transgressão da disciplina militar e, em se tratando de um General, foi de natureza grave e injustificável.

Pazuello participou de evento político de apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro

“Quando a política entra pelo Portão das Armas, a disciplina sai pelo portão dos fundos”, afirma Paulo Chagas.
Para o general Paulo Chagas, a preservação da disciplina é alicerce da estrutura moral, da confiabilidade e da capacidade operacional das Forças Armadas e não pode, em hipótese alguma, ser ameaçada por distorções interpretativas ao sabor de quaisquer interesses, sejam eles pessoais ou políticos.

Chagas fez um alerta aos julgadores da transgressão cometida pelo general Pazuello. “Titubear na gestão da disciplina militar é o caminho mais seguro para o surgimento da indisciplina”, pondera.

Para o general, quanto maior o cargo, maior a responsabilidade pelos atos praticados pelos militares.

“O elevado posto do transgressor é agravante e não atenuante no julgamento do fato”, sinaliza.

Paulo Chagas disse que Pazuello agiu sem coerência com a carreira militar ao não ter coragem de assumir seu erro em sua defesa.

“Assumir a responsabilidade por ato deliberado e consciente é prova de coerência e coragem moral. O mesmo não ocorre quando se tenta justificar o ocorrido, com argumentos corrompidos pela hipocrisia, alegando-se que a manifestação foi de cunho “apolítico” em homenagem ao “cidadão” Jair Bolsonaro, “por acaso” eleito e não nomeado para o cargo de Presidente da República e, também, por acaso, temporariamente desfiliado de partidos políticos”, concluiu em sua crítica aberta.

Paulo Chagas não costuma postar críticas à colegas de farda sem antes consultar sua consciência e seu conhecimento profissional.

Comentários