General Paulo Chagas: O Brasil não pode abrir mão de empresas que se corromperam Ao bsbmagazine.com.br , general diz que Odebrecht, OAS e demais envolvidas com corrupção precisam ser saneadas e trabalharem para o bem de todos

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Em entrevista ao site www.bsbmagazine.com.br, o general Paulo Chagas, quarto candidato mais votado para o governo de Brasília em 2018, afirmou que empresas que foram usadas para a corrupção, principalmente com o PT, precisam ser saneadas e servirem aos brasileiros. “O Brasil não pode abrir mão de uma OAS, de uma Odebrecht, da Petrobrás” disse o general.

A conversa surgiu depois que o Globo publicou na coluna de Lauro Jardim, a informação de que o general estaria sendo sondado pelo grupo Odebrecht para chefiar um escritório da empresa em Brasília. Paulo Chagas confirma que conversou com representantes do grupo, mas que não existe, ainda nada de concreto.

Lauro Jardim, afirmou que o nome do postulante ao GDF neste ano e apoiado por Jair Bolsonaro foi aprovado no conselho de administração do grupo.

“Fui apenas sondado pela Odebrecht, para integrar o time deles. Eu tive apenas um contato com eles para conhecer o a problema” disse Chagas.

Para o general, a solidez de empresas que se envolveram em crimes, mas que estão dispostas a trilharem o caminho da legalidade é uma questão de necessidade nacional, “não podemos abrir mão da Petrobrás, a Petrobras se corrompeu, agora vamos abrir mão dela? Não podemos. A mesma coisa, grandes empresas brasileiras, que foram usadas pelo PT” pondera o militar.

Segundo Paulo Chagas, as instituições públicas e privadas são maiores que as pessoas e especialmente as privadas representam a pujança do empresariado brasileiro, mesmo as que foram contaminadas pelo governo do PT. Sobre a Odebrecht ressaltou que “ela está pagando e disposta a pagar pelo erro que cometeu”, diz e completa “o Brasil não pode abrir mão de um grupo que pode ser recuperado. Essa não é uma visão minha, mas de todos quem têm responsabilidade. Não só a Odebrecht, mas outras empresas que se envolveram nesse ambiente promíscuo que foi criado no Brasil, elas precisam ser recuperadas e estão fazendo o trabalho delas para se recuperarem. Precisamos recuperar e sanear todas elas”, conclui.

Sobre as instituições públicas ou uma eventual participação no governo de Jair Bolsonaro, Paulo Chagas disse que assim como a conversa com a Odebrecht, já teve diálogos sobre o assunto, mas que estão no mesmo pé. “Apenas conversas, nada foi fechado ou está em andamento” garante o general que mantém o diálogo aberto com os caciques do futuro governo.

O general afirma que saiu da política, mas que pode voltar se considerar ser necessário. “Nesse momento, eu não tenho nada o que fazer na política. Começar minha campanha para 2022? Seria uma palhaçada. Eu entrei, não conquistei o objetivo, mas saí fortalecido. Vai depender de como as coisas vão andar. fiz uma incursão, posso fazer outra. O cenário futuro só vai aparecer no último ano dessa legislatura, não vamos ficar falando disso agora.” diz.

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