Fraude em compra de respiradores no Amazonas leva oito para cadeia Governador teve pedido de prisão negado

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O Ministério Público Federal e a Polícia Federal cumprem nesta terça-feira (30), mandados de prisão, buscas e apreensões contra envolvidos em fraudes nas compras do governo do Amazonas para combater à pandemia de Covid-19.

São oito mandados de prisão temporária além de mandados de busca e apreensão em 14 endereços. O governador, Wilson Lima, é um dos envolvidos, mas teve o pedido de prisão negado pelo Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com decisão do ministro Francisco Falcão, os alvos são empresas, políticos e servidores públicos acusados de participarem de um esquema de superfaturamento em compras de respiradores, além de contratações direcionadas, lavagem de dinheiro e montagem de processos para encobrir os crimes praticados.

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão do governador, mas Falcão negou. Houve busca e apreensão de documentos na casa dele.

Segundo as investigações, o governo do estado comprou respiradores de uma importadora de vinhos, num esquema de triangulação.

A empresa de vinhos comprou os respiradores por R$ 2,4 milhões de uma empresa de saúde que já fornecia para o governo. Depois revendia os equipamentos por R$ 2,9 milhões ao governo do estado e repassava o dinheiro à companhia de saúde.

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