Fragilidade do Bitcoin permite fraude e prejuízo aos usuários Golpe na plataforma limitou saques

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O delegado-chefe da Delegacia de Estelionato de Curitiba, Emanoel David e o porta-voz do Grupo Bitcoin Banco, (GBB) Jorge Luiz Fayad Nazário deram uma entrevista coletiva sobre a fraude que envolve mais de 30 estelionatários, nesta sexta-feira, 24 de maio.

A Delegacia investiga desde o fim da manhã desta sexta-feira, a denúncia do sobre um esquema de fraude que executava saques duplicados, valendo-se de uma vulnerabilidade da plataforma de operações de compra e venda de criptomoedas do GBB. Cerca de 30 nomes já foram identificados e apresentados ao delegado Emanoel David para abertura de inquérito

Apenas um dos fraudadores conseguiu sacar R$2 milhões ilegalmente, mas o montante total do golpe deve chegar a R$50 milhões, assim que todos os nomes envolvidos forem identificados. Para isso, os técnicos estão consultando toda a base de dados e movimentações feitas nos últimos três meses nas exchanges do GBB NegocieCoins, TemBTC e BATExchange, que somam mais de 100 mil clientes. O delegado David já solicitou as informações para dar prosseguimento à investigação.

A investigação interna do grupo, que tem sede em Curitiba e é dono de grandes exchanges de criptoativos brasileiras, vem sendo feita desde a semana passada, quando surgiram as primeiras suspeitas sobre o golpe. Os técnicos da área de TI identificaram o súbito aumento de patrimônio de alguns clientes, decorrente de operações de trade suspeitas.

Para evitar mais prejuízos com saques fraudulentos, o GBB adotou a operação manual dos pagamentos solicitados, o que gerou lentidão no atendimento aos clientes desde quinta-feira, 16 de maio. Com isso, conseguiu monitorar cada pedido feito e começou a identificar os fraudadores. O ritmo mais lento, por sua vez, acabou provocando um acúmulo atípico de solicitações de saques e até mesmo o cancelamento de algumas ordens de venda. Operações que levavam até 24 horas, passaram a demorar, em alguns casos, até 96 horas, situação agravada nesta semana com o encerramento abrupto da conta das corretoras do grupo pelo banco Brasil Plural.

A ação criminosa atrapalhou a vida dos clientes, que estão tendo que esperar por mais tempo para realizarem seus investimentos e saques, tanto em Reais quanto em criptomoedas. Mas o grupo garante que não haverá qualquer prejuízo para os clientes, que foram inclusive isentados de taxas bancárias cobradas em operações que tiveram que ser canceladas neste domingo, 19 de maio.

“Como é caraterística do GBB, todos os pagamentos serão honrados. Porém, por causa da fraude, não podemos mais nos comprometer com prazo máximo. Infelizmente, a agilidade que era nosso diferencial, com pagamento em poucas horas, não pode ser retomada agora e também teremos que reduzir os montantes a serem sacados até que tudo se normalize. Mas esperamos poder normalizar tudo entre os dias 29 de maio e 5 de junho”, diz o presidente do GBB Johnny Pablo dos Santos.

Além da denúncia à Polícia Civil, o GBB adotou outras providências emergenciais para conter a fraude e regularizar as operações. A empresa optou por não suspender as operações de trade e transferências interexchanges. Estão suspensos  os depósitos e saques externos nesta sexta-feira e nos dias 27 e 28 de maio, segunda e terça-feira da próxima semana. Até lá, estão se unindondo levantados todos os dados para a investigação policial.

O GBB adotou o seguinte protocolo:

Estão suspensos os depósitos em Reais e em criptomoedas de hoje até quarta-feira, 29 de maio;
O limite de saque será de R$10 mil e 1 Bitcoin por dia, a partir de quarta-feira, 29 de maio, por prazo indeterminado;
Nenhum saque será cancelado, mas todos os saques que excederem os R$10 mil que já foram solicitados serão reajustados para o limite diário de R$10 mil e 1 Bitcoin;
Os pagamentos serão realizados a partir de quarta-feira, 29 de maio, conforme os limites do sistema bancário.
O Grupo Bitcoin Banco alerta seus clientes e o mercado sobre a ação dos criminosos e a possibilidade de que eles estejam tentando outros golpes, como oferecer a compra de posição em criptomoedas com deságio de até 50%.

“Essa posição não existe. Ela é fruto de uma ação fraudulenta e quem achar que está levando vantagem ficará no prejuízo”, afirma o presidente do GBB.

Santos destaca que, com três anos de atuação e cerca de 200 funcionários em Curitiba e São Paulo, o Grupo Bitcoin Banco investe permanentemente em segurança de suas plataformas e mantém uma equipe de 30 pessoas em pesquisa, desenvolvimento e TI.

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