Fórum Masculinidade adoecida – o que é ser homem no Brasil?

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A deputada Celina Leão (PP), participou nesta tarde (10), do Fórum “Masculinidade adoecidas” – o que é ser homem no Brasil?
O evento aconteceu na sala de Comissões da Câmara Legislativa do Distrito Federal e reuniu cerca de 100 mulheres, para realizar o último evento da Procuradoria Especial da Mulher da CLDF, na gestão de Celina Leão.

A deputada Celina Leão é Procuradora Especial da Mulher na Câmara Legislativa do DF, onde foi eleita para o biênio 2017/2018. É autora de mais de 20 leis que beneficiam diretamente à mulher. A frente da Procuradoria vem combatendo veementemente qualquer tipo de violência contra a mulher e fomentando políticas públicas que atendam e beneficiem essas mulheres.

A Procuradoria Especial da Mulher da CLDF, é um instrumento de defesa da mulher e atua em qualquer tipo de violência ou agressão contra as mulheres. Consiste em fiscalizar e acompanhar programas do Governo do Distrito Federal, receber denúncias de discriminação e violência contra a mulher e cooperar com organismos nacionais e internacionais na promoção dos direitos da mulher.
Nesta segunda-feira foi realizado o último evento da Procuradoria, para debater temas relacionados a mulher, entre eles, a violência que se propaga contra as mulheres no mundo inteiro, inclusive no Distrito Federal.
A Campanha é de mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, e vai até o dia 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo dia 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
A campanha acontece desde 2003 e, para destacar a dupla descriminalização vivida pelas mulheres negras, as atividades aqui começam em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
No Brasil, além dos movimentos de mulheres, a Campanha dos 16 Dias de Ativismo, recebe adesões institucionais, como da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, da Procuradoria da Mulher no Senado, da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, do Ministério da Justiça, do Ministério da Saúde, dos Juizados e dos Núcleos do Ministério Público e da Defensoria Especializada na aplicação da Lei Maria da Penha nos Estados, entre outros.
A taxa de homicídios cometidos por companheiros ou parentes foi estimada globalmente em 1,3 para cada 100 mil mulheres. A África e as Américas são as regiões onde mulheres têm o maior risco de serem assassinadas por pessoas próximas – no continente africano, a taxa sobre para 3,1, enquanto no território americano, o índice aumenta para 1,6.
A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. A cada 1.4 segundo uma mulher é vítima de assédio. Os dados são do Instituto Maria da Penha e usam como base a pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública realizada em fevereiro de 2017, em 130 municípios.
Diante dos fatos, projetos como este se tornam extremamente importantes para a conscientização popular de todas as formas de agressão contra uma mulher, e podem ser uma luz no fim do túnel para milhares de mulheres que se sentem desprotegidas, mesmo dentro de suas próprias casas. Nosso lar é um ambiente sagrado, nossa zona de conforto, onde deveríamos nos sentir confortáveis e seguras, mas infelizmente, dados informam que, na maioria dos casos de violência doméstica, o agressor mora na mesma casa da vítima.
As três principais formas de ataque são: psicológica (69,3%), seguida de agressões físicas (52,1%) e violência patrimonial (11,24%). Os dados são da Secretaria de Segurança e da Paz Social.

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