Fique por dentro das opções gastronômicas para curtir em Brasília no feriado

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17/08/2015. Crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. Restaurantes fora do Plano. Salmão ao molho de alcaparras do Restaurante Cidade Livre no Núcleo Bandeirante.

Celebrado hoje, o feriado cristão da sexta-feira da Paixão conta com uma restrição alimentar que se tornou bem-aceita entre os brasileiros. Mesmo não seguindo os preceitos religiosos, há quem aproveite a data para deixar a carne vermelha de lado e saborear variedades de peixes.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil poderá estar entre os maiores produtores de peixes do mundo até 2030, ano em que a atividade pesqueira deve atingir a marca de 20 milhões de toneladas. A carne macia e saborosa dos pescados pode parecer simples de preparar, mas guarda alguns segredos. Assim como outros tipos de carne, a textura e o sabor são influenciados pelo corte e pelo ponto de cozimento.
O pirarucu, peixe de origem amazônica popularmente conhecido como bacalhau brasileiro, é servido no restaurante Ilê com purê de banana-da-terra e gengibre e farofa de manteiga de garrafa. “Esse peixe, se preparado com cuidado, fica macio e saboroso. Caso contrário, ele pode ficar com as fibras muito rígidas e com sabor muito acentuado”, destaca o proprietário da casa, Paulo Maurício Ferreira.
Para o chef Francisco Ansiliero, do restaurante Dom Francisco, o segredo do preparo do autêntico bacalhau envolve experiência de quem o cozinha e confiança no fornecedor. Aproveite a data e escolha uma das casas que servem variedades como atum, salmão, tilápia, traíra e bacalhau.

Com alcaparras, por favor!

 

17/08/2015. Crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. Restaurantes fora do Plano. Salmão ao molho de alcaparras do Restaurante Cidade Livre no Núcleo Bandeirante.
17/08/2015. Crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press. Brasil. Brasília – DF. Restaurantes fora do Plano. Salmão ao molho de alcaparras do Restaurante Cidade Livre no Núcleo Bandeirante.

O salmão é um peixe diferenciado não só pela cor rosada, mas também por ser uma alternativa leve e saborosa para se comer no dia a dia. É exatamente isso que leva os clientes do restaurante Cidade Livre a pedir o salmão ao molho de alcaparras. “É um prato leve e de fácil digestão. Sai muito, tanto no almoço quanto no jantar”, afirma a proprietária da casa, Francisca Roque de Araújo. O preparo é acompanhado por arroz com brócolis e legumes cozidos e serve bem duas pessoas.
Francisca oferece também o bacalhau na brasa (R$ 124,90) e moquecas. A moqueca cidade livre (R$ 98,90) é feita de pescada amarela e camarão, acompanhada de arroz e pirão. “A pescada amarela é mais suave, por isso tende a ser mais pedido”, explica. A outra alternativa é a moqueca de surubim (R$ 79,90), que acompanha também o arroz e o pirão. “Esse já é mais forte, tem um sabor próprio. Mas quem gosta de peixe come muito esse prato”, afirma.
Para quem vai pela primeira vez ao local, a sugestão é apostar no premiado chiclete de camarão, um prato que acompanha a casa desde a abertura. “É uma moqueca de camarão feita no molho especial da casa com quatro queijos e arroz para acompanhar”, detalha Francisca.

Um sabor capixaba

Quem vai ao restaurante Vista Linda ganha muito mais que uma boa refeição. O espaço da casa é ideal para um dia agradável com a família, curtindo o ar livre e a natureza. Além do espaço, a vista do local, como o próprio nome já entrega, é imperdível. Para quem se interessou, o restaurante trabalha apenas com reserva. “Estamos fazendo reservas para grupos até de 30 pessoas. É comum recebermos famílias, que vêm desfrutar o dia aqui na casa”, explica o chef e proprietário do local, Gouthier Dias.

 

17/04/2015. Crédito: Bruno Peres/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Prato, Entrada de peruá Frito com vinagrete, batata frita e farofa - Vista Linda.
17/04/2015. Crédito: Bruno Peres/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Prato, Entrada de peruá Frito com vinagrete, batata frita e farofa – Vista Linda.

Quem vai à casa não deve pular a entrada. Para essa etapa, a sugestão é o peruá (R$ 74,90), um peixe do litoral do Espírito Santo com sabor peculiar. “O peixe, acompanhado de farofa, vinagrete e batata frita, é empanado à moda capixaba, apenas com farinha. Esse preparo garante uma casquinha crocante, sequinha e que não altera o sabor do preparo”, afirma o chef.

A iguaria depende da disponibilidade, por se tratar de um peixe sazonal. “Aqui é tudo 100% fresco. Não trabalho com nada congelado”, complementa Guto, como o chef é chamado.
Imperdível na casa é a moqueca. “Capixaba, claro!”, orgulha-se. Os clientes podem optar por três variedades: robalo, badejo ou cação.

Bacalhau que vem da Amazônia

Apesar de estar localizada no centro da capital, o novo endereço do restaurante Ilê — no Parque da Cidade — oferece aos seus comensais um clima praiano. Coqueiros, guarda-sol, um parquinho com areia e até uma ducha compõem o clima da casa. No cardápio, o destaque é o pirarucu, peixe muito comparado ao bacalhau e que ganhou o apelido de bacalhau brasileiro.

 

16/03/2016. Crédito: Jhonatan Vieira/Esp.CB/D.A. Press. Brasil. Brasilia - DF. Lombo de Pirarucu, acompanhado de purê de banana e farofa de manteiga de garrafa, do chef Paulo Mauricio Ferreira, servido no Restaurante Ilê.
16/03/2016. Crédito: Jhonatan Vieira/Esp.CB/D.A. Press. Brasil. Brasilia – DF. Lombo de Pirarucu, acompanhado de purê de banana e farofa de manteiga de garrafa, do chef Paulo Mauricio Ferreira, servido no Restaurante Ilê.

Para quem se interessou pelo peixe, a sugestão é provar o lombo do animal: trata-se de um lombo de pirarucu, guarnecido com purê de banana-da-terra e gengibre e farofa de manteiga de garrafa (R$ 65). “Esse é um peixe com uma carne mais rígida e sabor mais marcante. É preciso saber preparar para ele ficar macio”, explica o proprietário da casa, Paulo Maurício Ferreira. Sobre a composição, ele explica: “o purê de banana com gengibre dá um toque exótico e refrescante, já a farofa entra com textura no prato. Fica uma combinação interessante”.
A casa trabalha ainda com outros preparos usando o peixe, como a moqueca de pirarucu ou o filé do animal. A moqueca é feita com postas e sai por R$ 99. “Esse prato serve bem duas pessoas. São 500 g só de peixe, além de arroz, pirão e farofa, à vontade. Já o filé de pirarucu (R$ 55) é feito no papilote com molho de camarão e guarnecido com batatas assadas ao murro.

Frescor nipônico em rodízio

As idas a restaurantes de especialidade japonesa em companhia da namorada despertaram o desejo de Pedro Emílio Silva em abrir um restaurante em Vicente Pires, bairro de pouca variedade gastronômica. Em uma rua bem movimentada, a grande porta vermelha dá acesso ao imponente salão de decoração contemporânea.
A casa, que tem como chef o sushiman José Wilker, serve quatro variedades de peixes no sistema rodízio (R$ 71,90 — almoço e R$ 64, 90 — jantar) ou à la carte, como nos sete combinados, como o sakê especial: composto por 34 peças como sashimis, que podem vir maçaricados e acompanhados de molho tarê ou de maracujá, sushis, niguiris hossomakis e uramakis (R$ 113) e a barca composta por 60 peças de peixes (R$ 140), entre sashimis, uramakis, jyos, tatakis e hot philadelphias, disponível temporariamente no cardápio neste feriado.

 

16/03/2016. Crédito: Rodrigo Nunes/Esp.CB/D.A.Press. Brasil. Brasília - DF. Gastronomia. Combinado de sushis e sashimis com anchova, saint peter, salmão e atum do restaurante Kimura Sushi, em Vicente Pires.
16/03/2016. Crédito: Rodrigo Nunes/Esp.CB/D.A.Press. Brasil. Brasília – DF. Gastronomia. Combinado de sushis e sashimis com anchova, saint peter, salmão e atum do restaurante Kimura Sushi, em Vicente Pires.

“Recebemos muitos japoneses no restaurante que buscam os peixes pelo frescor. Quando mais fresco, mais viva é a sua coloração”, destaca Pedro Emílio, que recebe semanalmente 560kg de anchova, atum, salmão e tilápia — peixes que compõem 90% dos pratos do cardápio. “Os clientes costumam pedir o sashimi de peixes variados sempre no início do rodízio. Esse é o prato que chega à mesa mais rapidamente”, ressalta o restaurateur que recebe grande parte dos peixes de fornecedores do Rio de Janeiro.

Peixe de boteco

O restaurante Chalé da Traíra tem o popular peixe de água doce como vedete desde 2002. Empanado em farinha de fubá e frito por imersão, o prato é servido em quatro tamanhos diferentes: para uma (R$ 50,90), duas (R$ 71,90), quatro (R$ 90,90) e até seis pessoas (R$ 109,90) — sempre escoltado por arroz branco, salada de tomate, alface e cebola e um pirão preparado com o caldo do próprio peixe, oriundo da Argentina e que registra semanalmente um consumo de 300kg.
“A traíra faz parte de uma cultura de boteco que ficou forte aqui no Guará e na Vila

09/10/2015. Crédito: Claudio Reis/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Gastronomia. Restaurantes que servem pratos tamanho família. Prato de traíra sem espinha, do Chalé da Traíra no Guará.
09/10/2015. Crédito: Claudio Reis/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Gastronomia. Restaurantes que servem pratos tamanho família. Prato de traíra sem espinha, do Chalé da Traíra no Guará.

Planalto”, ressalta o gerente da casa, Rogério Monteiro, que também destacou a constante escolha da cerveja como bebida para acompanhar o ingrediente.

Autêntico português

A paixão pela autêntica cozinha portuguesa do restaurateur Manuelzinho Pires, ex-sócio da rede Antiquarius — também da mesma especialidade e presente no Rio de Janeiro — moveu a abertura do restaurante Tejo, em dezembro do ano passado. Um dos grandes ícones da especialidade do país europeu, o bacalhau é servido em 13 variedades disponíveis no menu.

 

18/03/2016. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A.Press. Brasil. Brasília - DF. Gastronomia. Prato de bacalhau ao forno à portuguesa, na 404 sul. Restaurante Tejo.
18/03/2016. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A.Press. Brasil. Brasília – DF. Gastronomia. Prato de bacalhau ao forno à portuguesa, na 404 sul. Restaurante Tejo.

O peixe da raça gadus morhua, que passa pelo processo de salga em solo norueguês, é matéria-prima para clássicos, como o Gomes de Sá, com alho, cebola, azeitonas e batatas (R$ 147, serve duas pessoas); o ao Forno à Portuguesa (R$ 123), feito com tomate, ovos cozidos, batatas e brócolis; e o Bacalhau à Moda Antiga, receita típica da região do Alentejo que chega ao cardápio neste fim de semana. Neste preparo, o bacalhau é cozido previamente no leite e é finalizado ao forno com cebola, vinho branco, hortelã e batatas assadas acompanhado de brócolis cozido (R$ 123). “Apesar de ser uma comida típica portuguesa, os brasileiros consomem mais bacalhau do que os próprios portugueses”, avalia Manuelzinho, natural da região do Alentejo e que chegou ao Brasil em 1977.

Clássico e consagrado

A história do Dom Francisco, um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, está intimamente ligada ao preparo do bacalhau. O ingrediente sai da cozinha comandada pelo chef Francisco Ansiliero — um apaixonado por peixes que aprendeu sobre suas variedades depois de viver em Rondônia — em diferentes modos de preparo.
“Aqui, utilizamos o gadus morhua norueguês em todas as preparações”, destaca Francisco, que compra 1,2 mil kg do produto ao mês. Um dos pratos de bacalhau mais vendidos da casa é o ao forno, posteriormente finalizado na brasa e escoltado por arroz com brócolis e farofa (R$ 248).

 

17/03/2016. Crédito: Rodrigo Nunes/Esp.CB/D.A.Press. Brasil. Brasília - DF. Bacalhau em postas do chef Francisco Ansiliero.
17/03/2016. Crédito: Rodrigo Nunes/Esp.CB/D.A.Press. Brasil. Brasília – DF. Bacalhau em postas do chef Francisco Ansiliero.

Até o dia 30, o restaurante organiza o Festival de Bacalhau durante o jantar. São cinco preparações do peixe que servem duas pessoas. “Estamos trabalhando com um melhor custo-benefício fazendo pratos para duas pessoas. Isso agiliza o trabalho da cozinha e permite um melhor preço aos comensais”, destaca Luís Cláudio Martinez, consultor gastronômico do restaurante. Um dos pratos que entraram no festival é o em postas finas acompanhado de arroz com brócolis e legumes cozidos (R$ 155).
Para hoje, o Dom Francisco oferece outro preparo: lombo de pirarucu grelhado ao molho de castanha-do-pará e aubé guarnecido com farofa de pirarucu seco e musseline de pupunha (R$ 73,40, individual).

ONDE COMER

Cidade Livre
(Sibs, Qd. 2, Conj CL03, Lt. 3 a 5, Lj. 1; 3386-0404), aberto todos os dias, das 11h à 0h

 

Chalé da Traíra
(QE 42, Área Especial, em frente ao conj. A, Guará II; 3964-0066), aberto de segunda a quinta, das 10h às 23h30; sexta e sábado, das 10h à 1h e domingo, das 10h às 23h.

 

Dom Francisco Asbac
(SCES, Tr. 2, Conj. 31, Asbac; 3226-2005, 3224-8429 e 3224 5679), aberto de segunda a quinta, das 12h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 1h; e domingo, das 12h às 17h.

 

Ilê
(Parque da cidade, Estac. 9, Praça das Fontes; 3443-8099), aberto de segunda a sábado, das 11h30 à 0h; e domingo, das 11h30 às 17h.

 

Kimura Sushi
(R. 12, chác. 312 A, lote 13;
3541-2801), aberto de terça a quinta, das 19h às 23h; sexta das 19h à 0h; sábado e domingo, das 12h às 15h30.

 

Quitinete
(209 Sul, bl. B, Lj 5; 3242-0506), aberto todos os dias, das 6h30 à 0h.

 

Tejo
(CLS 404, Bl. B, lj. 27 ; 3264-7005), aberto de terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h ás 23h; sexta e sábado, das 19h à 0h e domingo, das 12h às 17h.

 

Three Burgers
(413 Norte, bl. E, lojas 63 e 67; telefone 3033-3136), aberto de terça a domingo, das 17h30 às 23h30.

Vista Linda
(Núcleo Rural Lago Oeste, R, 14, chác. 379; telefone 3302-5425), aberto sexta, sábado e domingo, das 12h às 18h; de quarta a sexta, somente com reservas com 48 horas de antecedência para grupos de 10 ou mais pessoas.

 

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