Fantasma de Celso Daniel assombra o PT Operação Lava Jato chega em assassinato

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Celso Daniel foi assassinado em 2002

O Secretário geral do PT na época do assassinato do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, foi preso. Sílvio Pereira, vulgo Silvinho da Land Rover, ex-secretário geral do PT foi preso nesta sexta-feira (01) na 27 ª etapa da operação Lava Jato, batizada de carbono 14.

O assassinato de Celso Daniel aconteceu em 2002, em Santo André (SP) e até hoje não foi esclarecido.O empresário Ronan Maria Pinto, suspeito de chantagear petistas também foi preso. Delúbio Soares foi levado a força para depor. A Lava Jato investiga a extorsão de R$ 6 milhões que o PT teria pago para abafar os motivos e mandantes do assassinato do prefeito de Santo André.

O amigo preso de Lula, José Carlos Bumlai fez um empréstimo no banco Schahin  que teria sido rastreado pela investigação. Pelo menos metade de um empréstimo de R$ 12 milhões chegaram nas contas de Ronan Maria Pinto, o chantagista que sabia do envolvimento da cúpula do PT na morte do prefeito.

Os investigadores afirmam que a lavagem de dinheiro disfarçou o pagamento a Ronan que comprou até o jornal Diário do Grande ABC. Marcos Valério, no Mensalão, informou que Ronan ameaçava envolver dirigentes do PT no assassinato e teria recebido dinheiro para se calar. Mas, estranhamente, as denúncias não foram devidamente investigadas.

No ano passado, o preso delator Fernando Soares, o Baiano,  disse em acordo de delação premiada que José Carlos Bumlai  contou para ele, que havia feito o empréstimo e repassado para calar Ronan.

Família fugiu com medo de morrer

Ameaçados de morte por insistir na investigação do assassinato  de Celso Daniel, Bruno José Daniel Filho e Marilena Nakano, irmão e cunhada do prefeito assassinado e seus filhos fugiram para a França em 2006. Lá foram reconhecidos pelo governo francês como perseguidos em risco de morte.

Queima de arquivos e rastro de mortes

Dionísio Severo foi morto na cadeia dois dias depois de decidir contar o que sabia. Ele era o contato entre o mandante do crime, Sérgio Sombra e os pistoleiros. Para cometer o crime Dionísio Severo foi resgatado da cadeia, de helicóptero, dois dias antes da morte de Celso Daniel. Sérgio “Orelha”, cumplice de Dionísio também foi morto. Otávio Mercier, investigador de polícia que ligou para Dionísio na véspera do sequestro e também suspeito de envolvimento também morreu assassinado dentro de casa.

Depois de Celso, Dionísio, Sérgio “Orelha” e Otávio foi a vez do assassinato de Antonio Palácio de Oliveira, um garçom que serviu Celso Daniel e Sérgio Sombra na noite do sequestro. Na sequência, Paulo Henrique Brito, única testemunha da morte do garçom. O agente funerário Ivan Moraes Rédua  que reconheceu o corpo de Celso Daniel levou dois tiros pelas costas e morreu em dezembro de 2003.

Outra morte suspeita foi a do médico-legista Carlos Delmonte Printes, que examinou o cadáver de Celso Daniel e depois foi encontrado morto em seu escritório. Apesar do laudo oficial dizer que foi suicídio, Carlos Delmonte Printes disse no Programa do Jô, da Rede Globo, menos de um mês antes de morrer que estava pressionado por políticos para que concordasse com a hipótese de crime comum. Ele see ainda contou que foi proibido de falar pelo diretor do Instituto Médico Legal.

Carlos Delmonte Printes citou nominalmente o deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh.

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