FAB usará mísseis antiaéreos na posse de Bolsonaro Aeronáutica tem autorização para abater aeronaves consideradas hostis

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Caça F-5

A coluna teve acesso à Sala de Decisão, assim chamada pelo Comando de Operações Aeroespaciais da Aeronáutica, onde funcionará o coração do monitoramento do espaço aéreo do Distrito Federal, durante a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República. É num pequeno prédio de 2 andares, localizado nas dependências do antigo VI COMAR, em Brasília, onde oficiais da Força Aérea Brasileira ficarão de olho no enorme painel que reproduz o tráfego de aeronaves em todo o país. Uma linha direta com o comandante da Aeronáutica estará disponível para a tomada de medidas extremas, que incluem o abate de aeronaves consideradas hostis.

A operação da FAB criou áreas de exclusão com três níveis de restrição a partir da Praça dos Tres Poderes. Na área vermelha, que compreende um raio de 4 Milhas Náuticas (7,4 km), apenas um helicóptero da Record TV – que faz parte do pool de emissoras que irão transmitir a posse – e uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) da FAB poderão sobrevoar.

A área amarela cobre um raio de 25 Milhas Náuticas (46,3 km) abrange o Aeroporto Internacional de Brasília também será considerara restrita, exceto para a aviação comercial, que já opera com rotas pré-determinadas.

Já na área branca, com raio de 70 Milhas Náuticas (129,6 km), as aeronaves irão precisar um plano de voo.

“caso uma aerenave adentre a área branca sem ter um plano de voo ela vai ser interceptada por um caça da Força Aérea”, diz o comandante do COMAER, Major Brigadeiro Ricardo Mangrich.

Esta é a primeira vez que a FAB realiza uma operação preventiva de defesa numa posse. Tanta precaução é justificada pela Aeronáutica por uma série de ameaças feitas ao presidente eleito, detectadas pelos serviços de inteligência das forças de segurança, como Gabinete de Segurança Institucional, Policia Federal e Forças Armadas. Esses órgãos não revelam detalhes sobre as eventuais ameaças.

Cerca de 25 aeronaves militares estarão envolvidas na operação, entre F-5M, A-29, H-60 Black Hawk, H-36 Caracal, RQ-900 e C-98 Caravan. Em terra, 11 baterias antiaéreas estarão estrategicamente posicionadas para casos de emergencia. Eventuais interceptações serão feitas primeiramente por caças f-5 supersônicos ou pelos A-29 super-tucanos. O protocolo diz que o primeiro contato será via rádio, na frequência universal 121.5, solicitando ao piloto que se retire do local. Em caso de persistência, a aeronave será considerada hostil e tiros de advertência serão disparados. Os militares terão permissão para abater os intrusos.

Brigadeiro Mangrich

Existe um cenário onde nos chegam informações, análises de vários órgãos do GSI, ABIN, PF e a própria Força Aérea e nós entendemos que existe uma grau de risco um pouquinho acima daquela que foi a última posse”, diz o Brigadeiro Mangrich.

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