Exclusivo: Dinheiro público jogado na vala, literalmente na vagina

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A arte está no gosto de cada um.  Expressões artísticas podem ser contempladas e admiradas ou odiadas de acordo com as preferências estéticas e reflexivas individuais, mas quando há uso de  dinheiro público, tão escasso em um país onde a desigualdade social é grave,  carece no mínimo investigação pelas autoridades competentes.

Uma obra de arte feita pela Usina de arte, que tem apoio do SEBRAE,  em parceria com o Museu de Arte Moderna Aluízio Magalhães, gerido pela prefeitura de Recife em Pernambuco, despertou a ira de internautas numa rede social.

Detalhe da vagina gigante em Pernambuco

A obra de concreto e resina, batizada de “Diva” foi feita em uma gigantesca vala escavada em forma de vagina numa encosta de morro.

Vagina gigante em Pernambuco

A obra deve ser vista pessoalmente por poucas pessoas, já que foi instalada em um ponto ermo da Mata Sul Pernambucana, nas terras da usina Santa Terezinha, no município de Terra Preta.

A conclusão da obra aconteceu ontem (31), último dia do desastroso ano de 2020 e levou quase 11 meses para ser concluída.

Construção da vagina batizada de “Diva”.

As críticas são de brasileiros e estrangeiros.  Alguns reclamam de danos ambientais. “Atrapalhar a natureza e derramar produtos químicos em nome da arte?”, Questionou  a ativista ambiental australiana Melanie Leontine.

Jason MacBride de Carolina do Sul, questionou o porquê da ferida aberta na colina. “Apenas pinte algumas árvores ou algo assim” sugeriu o norte americano.

Vagina gigante recebe críticas de diversas partes do mundo

A mineira de Belo Horizonte, Lili Duarte acredita que a obra foi desnecessária.

Questionamentos já ultrapassam 15 mil em apenas um dia da publicação da obra

Diva é do tamanho de um prédio de 10 andares, medindo 33 metros de comprimento, por 16 metros de largura e 6 metros de profundidade.

Segundo a autora da obra, Juliana Notari, a vagina gigante foi criada para “dialogar com questões que remetem a problematização de gênero a partir de uma perspectiva feminina aliada a uma cosmovisão que questiona a relação entre natureza e cultura na nossa sociedade ocidental falocêntrica e antropocêntrica.”.

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