Ex de Wassef faz segurança de sistema invadido no STJ

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A Globalweb Outsourcing, responsável pela segurança virtual do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é de Cristina Boner Leo, ex-mulher do advogado Frederick Wassef.

Wassef ganhou as páginas dos jornais quando Fabrício Queiroz foi preso em uma das casas do então advogado do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho o senador Flávio Bolsonaro.

Wassef defendia Flávio no caso das rachadinhas e deixou o caso, após a prisão de Queiroz no sítio do advogado em Atibaia.

A empresa de Cristina Boner deveria proteger os dados do STJ, alvo do ataque hacker mais grave já registrado contra um órgão público no Brasil.

A Globalweb possui inúmeros contratos com órgãos públicos e segundo fontes, Wassef se apresentava à gestores como executivo da empresa.

Cristina Boner e suas empresas de tecnologia já foram acusadas de fraudes em licitações, mas seguem ilesas.

A Globalweb tem dois contratos com o STJ para o suporte completo ao sistema de Justiça do tribunal, inclusive processos sigilosos e deveria manter a segurança, o armazenamento, o banco de dados e a virtualização de todo o ambiente tecnológico.

O STJ não divulgou se a empresa tem alguma responsabilidade pelas falhas que permitiram o ataque que deixou o tribunal fora do ar, desde a última terça-feira.

O contrato entre a ex-mulher de Wassef e o STJ foi fechado em 2018, na presidência da ministra Laurita Vaz, mas só começou a ser executado na gestão seguinte, do ministro João Otávio de Noronha.

Noronha foi o ministro que mandou Fabrício Queiroz e sua esposa, então foragida, para prisão domicilar, além de decidir favoravelmente ao governo durante sua presidência no STJ.

Bolsonaro chegou a dizer que houve amor a primeira vista com Noronha. Logo depois, Noronha proibiu a divulgação de exames de covid-19 de Bolsonaro.

Já o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, arquivou, em julho, um pedido para investigar crimes de corrupção ativa e passiva atribuídos ao presidente do STJ e aos filhos dele, que são advogados.

Segundo a denúncia, os filhos de João Otávio de Noronha estariam se beneficiando, como também seus clientes por obterem informações privilegiadas.

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