Ex-chefe da CIPC dos Correios na lavagem de dinheiro do PCC

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O advogado Edilberto Nerry Petry foi alvo da Operação Tempestade, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (3). A ação tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), responsável pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e da corrupção.

Petry foi investigado na Operação Navalha. Em 2008, chegou a ser exonerado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em virtude das apurações e acusação de improbidade administrativa. Segundo comissão da Controladoria-Geral da União (CGU), o advogado teria favorecido a empresa Sistemas de Tecnologia de Informação Ltda. (Seal), driblando licitações para comprar diretamente da Seal 220 impressoras.

Para escapar dos processos licitatórios, Edilberto, então chefe da Coordenação de Integração de Projetos dos Correios, alegava emergência para a aquisição dos equipamentos. De acordo com o levantamento da CGU, ele evitou que a Seal pagasse multa, uma vez que a empresa atrasou a entrega das impressoras. Em 2017, Petry foi presidente da Comissão de Tecnologia da Informação da OAB-DF.

Trata-se da segunda fase da Operação Rei do Crime, que teve como alvo o braço financeiro que opera em favor do PCC. Por meio da ação, deflagrada em setembro do ano passado, foram interditadas pelo menos 70 empresas e, com autorização da Justiça, bloqueadas contas bancárias, cujos valores superam R$ 730 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, o núcleo investigado nesta nova etapa é responsável pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e da corrupção. Ao longo da apuração, que durou cerca de um ano, os policiais identificaram alvos antigos de algumas operações, como Navalha, Prato Feito e Zelotes.

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