Estréia este mês o documentário sobre Malala, a pasquitanesa, Nobel da Paz de 2014.

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Segundo a tradição pashtun, Malalai de

Maiwand foi uma heroína que, do alto de uma montanha,

incentivou seus compatriotas a enfrentarem tropas

britânicas no século 19. A moça teria morrido no campo de

batalha. Foi inspirado nessa história que o paquistanês

Ziauddin Yousafzai deu o nome de Malala a sua única filha.

“Você lhe deu o nome de uma menina que foi morta por

falar. É quase como se dissesse que com a sua filha seria

diferente”, provoca o diretor americano Davis Guggenheim,

em uma das cenas do documentário Malala – sobre a

garota que enfrentou o fundamentalismo para poder

estudar– , que chega aos cinemas neste mês. “Você está

certo”, responde Ziauddin.

Em 2008, quando o líder do grupo extremista Talibã

anunciou que nenhuma escola deveria abrigar meninas,

Malala tinha 11 anos e não obedeceu às novas regras.

Apoiada por seu pai, a garota continuou a estudar e a

escrever o diário Uma Estudante Chamada Gul Makai,  no

site da BBC, onde contava o dia a dia em uma cidade

dominada pelo Talibã. O sucesso dos textos era tanto, que

aos poucos o pseudônimo (saído de outra heroína do

folclore local) que ela havia adotado para preservar sua

identidade deixou de fazer sentido. Na época, Malala até

dava entrevistas defendendo o direito das mulheres à

educação. Foi então que, em outubro de 2012, ela sofreu

um atentado dentro do ônibus que a levava para a escola –

foram três tiros na cabeça. Nem assim ela se calou.

Muito pelo contrário. No ano passado, Malala tornou-se a

mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. Hoje, com

18 anos, ela vive e estuda em Birmingham, no Reino

Unido, para onde se mudou depois do atentado para tratar

seus ferimentos. Alterna a rotina de uma estudante normal

(que sofre com as provas no colégio) com a da menina-

celebridade que viaja o mundo para se encontrar com

grandes líderes e presidentes. Tudo isso é mostrado com

delicadeza e muita emoção no documentário dirigido por

Guggenheim, que estreia nos cinemas no dia 19 de

novembro. Essencial!

Escrito por

 

Fonte: Revista Cláudia / texto: Gabriela Abreu (colaboradora)

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