É preciso uma CPI da LAVA TOGA. Toffoli anula esperança em Justiça Último ato como ex-presidente do STF liberou ministros do TCU, do STJ e parlamentares de Investigações na delação de Sérgio Cabral

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O último escândalo protagonizado pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Antônio Dias Toffoli é de enojar. Uma articulação com o Procurador Geral da República, Augusto Aras, desembocou na proteção a juízes, ministros e parlamentares acusados de darem cobertura para crimes delatados por Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro preso pela Operação Lava Jato.

Cabral é réu confesso. “Fiquei viciado em roubar” chegou a afirmar em depoimento. Com Cabral, milhões de reais foram apreendidos ou devolvidos aos cofres públicos.

Mas Toffoli resolveu anular nada menos que 12 investigações abertas no STF com base nos relatos do réu confesso, e justamente as que atingem as mais altas autoridades do país.

Toffoli determinou o arquivamento de todos os inquéritos abertos no STF que tiveram como base a delação premiada do ex-governador do Rio.

A decisão foi tomada pelo ministro antes de deixar a presidência do tribunal — Luiz Fux assumiu a presidência na última quinta-feira — e atinge 12 frentes de investigação, que foram autorizadas pelo também ministrro do Supremo,Edson Fachin.

É incrível que em uma canetada, Toffoli afronte a decisão de Fachin que homologou a colaboração premiada assinada pelo político com a Polícia Federal.

Essas investigações envolviam ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que teriam sido implicados pelo ex-governador em seus depoimentos.

Toffoli atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, que disse que não viu elementos para justificar as apurações.

Aras, o procurador-geral da República, já havia recorrido da decisão de Fachin que, mesmo assim validou a delação e manteve as investigações.

Mas aí entra o grande escandaloso ato da dupla Toffoli e Aras. Fachin enviou para Toffoli redistribuir os casos para novos relatores. O então presidente do STF pediu manifestação do PGR, que defendeu novamente o arquivamento.

De acordo com informações do STF, o presidente da Corte tem competência para decidir sobre ações ou recursos ineptos ou de outro modo manifestamente inadmissíveis, inclusive por incompetência.

Foi então que Toffoli que deveria distribuir os processos, anulou todos. Um escândalo que mostra como a corrupção e o crime organizado avança sobre as instituições brasileiras blindadas por agentes que deveriam, no mínimo, investigar.

Augusto Aras foi escolhido para ser o PGR, a dedo pelo presidente Jair Bolsonaro, fora da lista tríplice indicada pelos membros do Ministério Público. Toffoli foi indicado por Lula e consta nas planilhas da corrupção da Odebrecht e da OAS, empresas que surrupiaram bilhões do nosso suado dinheiro.

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