Desmantelada, operação não pode fazer mais acordo de delação com criminosos Falta de procuradores na Greenfield prejudica trabalho de investigações, entre elas, sobre Paulo Guedes

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Os procuradores da operação que surgiu com os desdobramentos das investigações e delações da Lava Jato, os investigadores dizem que a ordem é rejeitar negociações para acordos de leniência e colaboração.

O motivo alegado é a “falta de braços”, ou seja, falta de gente para tocar os inquéritos.

A redução no efetivo da equipe também levou ao adiamento de investigações importantes. Com isso, casos próximos de caducar acabaram sendo priorizados.

A Greenfield diz não ter estrutura e pessoal para operações e muito menos para fazer os acordos e já solicitou aumento de estrutura. Mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) manteve apenas cinco procuradores no caso até o fim deste ano, mas só um deles tem dedicação exclusiva.

Os procuradores temem que a força-tarefa se transforme em um “grupo de atuação, sem dedicação exclusiva”.

A operação Greenfield já denunciou responsáveis pela gestão dos fundos de pensão Petros, Funcef, Previ e Valia que deram rombo de R$ 5,5 bilhões entre outros crimes, mas agora está sendo inviabilizada,segundo os procuradores. Entre os denunciados está Esteves Colnago , chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, ligado diretamente a Paulo Guedes, e ex-ministro do Planejamento do governo Temer.

O ministro da Economia , Paulo Guedes é um dos investigados por suspeitas de irregularidades na captação de ao menos R$ 1 bilhão dessas entidades em seis anos. Ele é investigado ainda por suposta emissão e negociação de títulos sem lastros ou garantias ao negociar, obter e investir recursos de sete fundos.

Greenfield
O nome da operação faz alusão a investimentos que envolvem projetos incipientes (iniciantes, em construção), ainda no papel, como se diz no jargão dos negócios. No sistema financeiro, o contrário de investimentos Greenfield é o Brownfield. Nesse tipo, os recursos são aportados em um empreendimento/empresa já em operação.

Fundos de pensão
Um fundo de pensão é uma entidade sem fim lucrativo criada para proporcionar a renda de aposentadoria de trabalhadores de determinada carreira. Ela gere o patrimônio de contribuição de participantes. Os primeiros fundos do tipo surgiram na década de 1960.

A suspeita de irregularidades nessas entidades motivou a criação de uma CPI na Câmara, em agosto de 2015. O relatório final sugeriu ao Ministério Público o indiciamento de 353 envolvidos (entre pessoas e instituições), apontadas como responsáveis por um prejuízo de R$ 6,6 bilhões a fundos de pensão.

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