De devoto a blasfemo: Alexandre de Moraes mentiu ao Senado que defenderia direitos individuais Depois de aprovado, ministro do Supremo persegue e censura seus críticos

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O ministro do Supremo Tribunal Federal que mandou censurar dois veículos de jornalismo (O antagonista e a Crusoé), além de determinar a busca e apreensão na casa de oito cidadãos, incluindo o general Paulo Chagas e de ter proibido aos oito de postarem em redes sociais, só pode ter mentido aos senadores que caíram como patinhos, ou não, na conversa do indicado em 2016, pelo ex-presidente, Michel Temer, (preso no mês passado por corrupção, mas logo solto pelo judiciário), ao posto de ministro da Corte Suprema.

Alexandre de Moraes disse em alto e bom tom no Senado, ao ser sabatinado para conseguir uma vaga no STF : “Reafirmo minha independência, meu compromisso com a Constituição e minha devoção às liberdades individuais”. Pelo jeito o devoto das liberdades individuais se transformou em blasfemo.

Os brasileiros se perguntam se ao mentir para  o Senado, Moraes estava apenas encenando um jogo de cartas marcadas. Os senadores, que agora deveriam estar em busca de explicações para a censura e quebra de direitos individuais, se escondem covardemente em seus gabinetes e não tocam para frente os pedidos de investigações contra os ministros do STF.

Apenas vozes isoladas dentro do Plenário do Senado cobram a instalação de uma CPI do judiciário. Os senadores não perceberam que Moraes, o Blasfemo, também mentiu em sua posse, quando afirmou ser a favor da Lava Jato que agora combate, em defesa de criminosos. Moraes disse a seguinte frase em sua posse: “Não tenho nenhuma dúvida de que a Lava Jato é uma belíssima operação porque foi feita com uma estratégia de investigação. A parceria entre Polícia Federal e Ministério Público também fez com que ela tivesse uma efetividade muito grande. A Lava Jato é um símbolo de combate à corrupção”, não é de rir? Agora ele manda investigar quem divulga o que a Lava Jato desvendou, como o codinome do presidente do STF, “Amigo do Amigo do Meu Pai”.

Seria engraçado se não fosse um dos maiores escândalos a que foram submetidas as Instituições Brasileiras. Moraes e o presidente do STF, José Dias Toffoli, promovem em conluio, a total desmoralização do STF e do Senado Federal, em um escândalo que envolve a revelação da alcunha, um codinome dado a Dias Toffoli nas conversações da Odebrecht (Grupo criminoso que deu o maior desfalque nas contas públicas brasileiras já conhecido).

Por conta da divulgação do apelido de Toffoli, “o Amigo do Amigo do Meu Pai”, o Brasil se espanta com o destemor dos dois paladinos que afrontam a OAB, a PGR e a Nação, e dão continuidade ao desvairado processo de investigação, censura e ameaças aos direitos constitucionais brasileiros.

O Senado é cúmplice e o maior incentivador da loucura impetrada pelos paladinos da impunidade, acostumados a soltar corruptos endinheirados em nome de interpretações espúrias da lei e que agora passam a investigar e interrogar críticos aos seus desmandos, sem temer punição e achando-se seres supremos e intocáveis.

Ao se recusar a investigar atos descabidos dos despreparados ministros (o advogado Toffoli nunca passou em concurso público, apesar de ter tentado e Alexandre de Moraes era “chave de cadeia” do PCC, façção criminosa que lavava dinheiro obtido com assassinatos e tráfico de drogas com a cooperativa Transcooper defendida pelo mesmo), o Senado incentiva as loucuras vistas nos últimos dias. Um risco para a democracia, já que a situação se assemelha aos dias que antecederam a intervenção militar em 1964.

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