Damares tentou impedir decisão judicial e assessores vazaram nome de menina estuprada, diz jornal

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Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o nome da menina de 10 anos, estuprada por um tio, foi vazado para a ativista Sara Giromini (Winter) por representantes da ministra da Mulher da Família e dos Direitos Humanos, (MFDH) Damares Alves.

A militante bolsonarista conhecida como Sara Winter, divulgou na época, em suas redes sociais, o nome da menina e o endereço do hospital onde ela estava internada aguardando o aborto autorizado pela Justiça.

A exposição da criança atenta contra o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O jornal também acusa Damares Alves de agir para impedir a determinação judicial que autorizou o aborto.
Enviados do Ministério ao Espírito Santo, tentaram persuadir conselheiros tutelares e são suspeitos de vazar nome da vítima, segundo a reportagem.

A ação teria sido coordenada pela ministra Damares. Ela enviou seus representantes com a intenção de transferir a criança de São Mateus, no Espírito Santo, para um hospital em Jundiaí, em São Paulo, onde aguardaria a finalização da gestação e o parto.

Foram enviados Wendel Benevides Matos que é coordenador-geral da ouvidoria nacional de Direitos Humanos, Alinne Duarte de Andrade Santana coordenadora-geral de proteção à criança e ao adolescente da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e mais dois assessores.

Alinne teria oferecido melhorias para o conselho tutelar local como o repasse de um kit Renegade, composto de um jeep cujo valor inicial é de R$ 70.000,00 e equipamentos de infraestrutura como ar-condicionado, computadores, refrigeradores, smart TV e outros.

Segundo o site do ministério, 16 Conselhos capixabas foram contemplados com os kits nesse período. Os itens são adquiridos por meio de emendas parlamentares.

No entanto, apesar de manifestantes contrários ao procedimento na porta do hospital, a decisão judicial foi cumprida em Recife, Pernambuco.

Depois de alta médica, a criança e a avó entraram para um programa de proteção a testemunha e mudaram de identidade e endereço.

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