Crimes de Bia Kicis, Renan e Arthur precisam ser investigados, depois de tentativa de modificar composição do CNPM e beneficiar Bolsonaro na CPI da Covid

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Segundo o site O Antagonista, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-PB) estão envolvidos em um velho esquema para lá de imoral e ilegal.

Segundo o site, a sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) na calada da noite de ontem (28), foi resultado de um acordo entre Renan e Bia Kicis que teria atuado como emissária do Palácio do Planalto.

Relator da CPI da Covid no Senado, Renan teria se comprometido a suavizar as investigações contra o governo, em caso de aprovação da PEC que muda a composição do Conselho Nacional do Ministério Público.

Renan é autor de várias representações contra integrantes da Lava Jato e tem interesse em controlar o colegiado.

Pelo texto, proposto pelo petista Paulo Teixeira, um dos assentos do MP passaria a ser ocupado por nome indicado pelo Legislativo. Além disso, ministros do STF e do STJ, que hoje indicam representantes, poderiam compor o colegiado.

A sessão foi aberta pela deputada, que é presidente da CCJ, no fim da noite, mas acabou suspensa horas depois, diante da obstrução feita por deputados do Novo e do PSOL. Ela convocou uma nova análise da PEC para amanhã.

A matéria entrou na pauta da CCJ já durante a noite, em uma convocação extraordinária. A manobra foi costurada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, que forçou o encerramento da ordem do dia no plenário, já que comissões não podem trabalhar enquanto há deliberação em andamento no pleno da casa.

É muito lixo e vergonha para um Congresso Nacional. Se as fontes de O Antagonista, que costumam ser fidedignas, estiverem contando a verdade, o fato é gravíssimo e tem de ser investigado.

No mínimo, Bia Lixos, Renan Calheiros e Arthur Lira quebraram decoro parlamentar e agiram em benefício próprio ou de terceiros utilizando-se de cargo ou função pública.

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