CRIME: Rollemberg ajudava cartel dos combustíveis, diz denuncia DF teve o maior tabelamento de gasolina da história

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Na denúncia apresentada contra o cartel de combustíveis, os donos de postos de gasolina, que aumentavam os preços em cartel e que agora são réus na Justiça demonstravam ter influência junto ao governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.  A denúncia foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT)

O governador do DF que  suspendeu  inclusive uma licitação para a construção de mais um posto de gasolina na Asa Sul, a pedido do cartel que não queria o aumento da concorrência, era acionado pelos criminosos para barrar propostas que contrariavam seus interesses.

Em uma das conversas interceptadas  via  WhatsApp em 2015, o então representante do setor, José Carlos Ulhôa, disse ter solicitado ao governador Rodrigo Rollemberg  para impedir a instalação de postos no Plano Piloto.

A troca de mensagens foi entre José Carlos Ulhôa  e  um dos representantes da rede Cascol, Antônio Matias.

Ulhôa conta que disse ao governador:  “Governador, sinceramente, com esta quantidade de postos, a população já não está sendo atendida? Para que mais no Plano Piloto?”. Ainda de acordo com Ulhôa, a resposta de Rollemberg teria sido imediata: “Mandei suspender”.

Os investigadores mostram que naquele momento estava em curso o Edital nº em que seria licitado um lote para a instalação de Posto de Abastecimento, Lubrificação e Lavagem (PLL) na SQS 405.

No dia 23 de fevereiro de 2015, Ulhôa, do Posto dos Anões, diz: “Boa noite, amigo. Sua conversa com RR foi muito proveitosa. Suspenderam os assuntos relacionados a PLL. Estão assustados”. E, depois, completa: “Veio da Terracap”.

Em um documento encontrado na sede do Sindicombustíveis no âmbito da Operação Dubai, as propostas estavam detalhadas com a visão e as providências tomadas pelo sindicato junto aos parlamentares.

Em outro trecho da denúncia, José Carlos Ulhôa afirma a Antônio Matias, também denunciado pelo MP, ter agido junto ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e às administrações regionais para embaraçar a construção de um empreendimento imobiliário, identificado como Auto Posto Lus.

A 1ª Vara Criminal de Brasília acatou as denúncias do MP na Operação Dubai, contra o cartel dos combustíveis do DF e  transformou em réus  por crimes contra a ordem econômica e organização criminosa 28 pessoas.Só em 2014, o lucro ilegal da quadrilha foi de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão segundo a denúncia.  Veja a lista dos réus:

Cláudio José Simm, Marcos Pereira Lombardi (Marcola), José Carlos Ulhôa Fonseca, Antônio José Matias de Sousa, Marcello Donelles Cordeiro,Ulisses Canhedo Azevedo, Daniel Alves de Olveira, Isnard Montenegro de Queiroz Neto , Ivan Ornelas Lara, Rivanaldo Gomes de Araújo, Braz Alves de Moura, Odilon Roberto Prado de Souza, Ilson Moreira de Andrade, Marco Antonio Modesto, Abdallah Jarjour, Celso de Paula e Silva Filho, Paulo Roberto Marcondes, Alexandre Bristos Borges, Adão do Nascimento Pereira, André Rodrigues Toledo, Marc de Melo Lima, Valdeni Duques de Oliveira, Roberto Jardim, Cleison Silva dos Santos, José Aquino Neto, Valnei Martins dos Santos, Vicente de Paulo Martins e Adeilza Silva Santana

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