CPI da Covid investiga falta de segunda dose

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Um manda, o outro obedece, disse Pazuello sobre o cancelamento de compra de 46 milhões de vacinas

A CPI da Covid vai investigar a falta de vacinas para a aplicação da segunda dose da CoronaVac. Oito capitais brasileiras suspenderam a aplicação da segunda dose pela falta do imunizante.

Nesta semana, a CPI irá ouvir os ex-ministros e o atual titular da Saúde e, senadores integrantes da Comissão decidiram incluir a falta da segunda dose nas investigações.

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, terá que explicar, entre outras mazelas, porque não houve uma previsão confiável para a distribuição dessas doses e porque determinou a aplicação de todas as vacinas em estoque.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (AP-Rede) disse que “o governo precisa dar uma resposta rápida a ausência de vacinas. Como não se previu um estoque para a segunda dose?”, disse.

Em fevereiro, o general Pazuello determinou que todas as vacinas fossem aplicadas de imediato, sem a preocupação de guardar parte delas para segunda dose.

Em abril, Queiroga foi ao Senado para dizer que a orientação mudou novamente: desde então, os estados devem armazenar metade do estoque para garantir que o esquema vacinal de duas doses seja cumprido no intervalo correto (28 dias para a CoronaVac/Butantan e 3 meses para a de Oxford/Fiocruz).

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