Corruptos 1×1 PGR, em julgamento de indulto de Temer STF suspendeu sessão e retoma julgamento amanhã

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O julgamento no Supremo Tribunal Federal – STF,  da ação de inconstitucionalidade do Decreto de indulto de Natal concedido para presidiários, pelo presidente da República, Michel Temer em 2017, foi suspenso nesta quarta-feira, 28, com um voto contra parte do decreto e um voto a favor de todo o decreto.

O relator, ministro Luis Barroso votou contra as partes que beneficiam os corruptos, condenados por roubo do dinheiro público, Segundo o ministro, sua decisão exclui do âmbito do indulto crimes de peculato, concussão, corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência, praticados contra sistema financeiro nacional, leis de licitação, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, associação criminosa nos termos originalmente propostos.

Já o ilustre ministro Alexandre de Moraes votou favorável à libertação e perdão dos ladrões de dinheiro do povo, justificando com frases como o perdão à um dos perus de Natal que escapa da morte nos Estados Unidos, no dia de ação de graças daquele país. Lá, dois perus gordos são escolhidos pelo dono e um vai para o fogão e vira ceia o outro continua vivo.

O decreto de Temer foi considerado irregular pela PGR, por beneficiar criminosos condenados por corrupçao. Ele permite a libertação dos que cumpriram 1/5 da pena e o fim das multas aos criminosos do colarinho branco alem de permitir o benefício independente do tamanho da pena, que até então so poderia servir para quem foi condenado a até 12 anos.

O procurador Deltan Dallagnol, que atua na Lava Jato, fez apelo nas redes sociais  contra a medida. “A Lava Jato analisou a situação de 39 corruptos condenados e 21 serão perdoados pelo indulto de Temer, caso o STF não o derrube. Isto é, mais de 50% desses condenados por corrupção sairão pela porta da frente da cadeia. Isso seria a ruína da Lava Jato, o fim da linha”, disse o procurador.

A sessão de julgamento será retomada amanhã no STF.

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