Coronavírus, o que esperar da pandemia no Brasil

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O coronavírus está se espalhando nas periferias das maiores cidades do Brasil e indo em direção ao interior, mas no Brasil, o ritmo parece mais lento que em países como França, Espanha, Itália e Estados Unidos.

Essa redução na velocidade espantosa que o vírus imprimiu no resto do mundo pode ser considerada efeito das decisões rápidas, como a tomada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que suspendeu aulas e fechou o comércio rapidamente. São Paulo e Rio de Janeiro vivem situação mais delicada, pois teriam demorado a tomar a decisão de isolamento social. Mas quem sabe o porquê da velocidade do vírus chinês no Brasil, seria hoje um iluminado.

O presidente Jair Bolsonaro propôe desde o início da pandemia, diretrizes diferentes da maioria dos governadores, como o isolamento vertical, uma forma de manter a economia viva.

A visão do governo federal sobre a crise pandêmica tem sido mais favorável do que à de seus próprios consultores e cientistas em geral, culminando inclusive com a troca do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta por outro médico, Teich.

Na verdade, não está claro para ninguém onde essa crise está nos levando. Centenas de especialistas em saúde pública, medicina, epidemiologia e história compartilham seus pensamentos sobre o futuro durante entrevistas aprofundadas, mas sempre há a dúvida sobre algo tão novo e desconhecido.

Quando podemos sair de nossas casas? Quanto tempo, realisticamente, antes de termos um tratamento ou vacina? Como manteremos o vírus à distância? Pode haver duas ondas? Essas e outras questões rondam nossas mentes, mas ainda sem resposta.

Bolsonaro está correto quando diz que será uma fatalidade e todos terão contato com o vírus chinês em algum momento? Está correto em tentar salvar nossa economia capenga, como um soldado que arrasta seu companheiro ferido de morte?

Qual a fórmula para equacionar os problemas sanitários e econômicos ao mesmo tempo? Nem o posto Ipiranga tem a resposta. Ninguém tem por enquanto.

O caminho a seguir depende de fatores que são certamente difíceis, mas factíveis, como uma abordagem cuidadosamente escalonada para reabertura, testes e vigilância generalizados, um tratamento que funcione, recursos adequados para os profissionais de saúde e vagas nos hospitais além de, eventualmente, uma vacina eficaz.

Ainda assim, é impossível evitar previsões sombrias para o próximo ano. O cenário que muitos prevêem em seus briefings diários à imprensa, como que os bloqueios não terminarão em breve, que uma pílula protetora está longe de ser desenvolvida, que estádios feitos para a copa do mundo não vão suportar o número de infectados internados em hospitais de campanha não darão conta do recado.

Por outro lado, os mais positivos acreditam que o coronavirus será mais brando no Brasil que no exterior. Acreditam que devemos ir para as ruas e se movimentam em carreatas e passeatas pedindo o fim do isolamento. Nada. Ninguém sabe o que é certo ou errado. Resta-nos, a cada um tomarmos nossas decisões, ou baseadas na nova ordem mundial que diminuiu até a poluição com fábricas paradas ou dar continuidade nas ruas, esperando nossa vez de contágio.

Mas como ficar em casa para quem tem contas vencendo e a geladeira vazia? O governo começou a distribuir um pouco nossos impostos de volta, mas as exigências são tantas que pouco ouve-se falar dos que receberam seu dinheiro de volta na crise por meio do coronavaucher, a não ser pelas propagandas do governo.

A realidade é dura e muitas pessoas estão tendo de se arriscar ao contágio nas ruas em busca de sobrevivência. Quem pode, fica em casa, inflando o medo, assistindo aos noticiários.

Notícias de queda de curvas em paises mais afetados animam, mas ainda não desvendaram o misterio do futuro que teremos pela frente.

O que todos esperam é que essa crise passe logo. Que tenhamos uma luz e toda humanidade saia deste caos, nos próximos capítulos dessa, que é a pior, história que cada um de nós vive no momento.

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O Jornalista Marcos Roberto é editor chefe do BSB MAGAZINE.

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