Conhaque e liquor resgatados do fundo do mar depois de 100 anos Caçadores de tesouro divulgam fotos de garrafas encontradas em destroços de navios francês

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Uma descoberta realizada pela equipe de exploração marítima Ocean X instiga apreciadores de bebidas e curiosos. Em uma expedição em águas internacionais, entre a Suécia e a Finlândia, os caçadores de tesouros afirmam que encontraram 600 garrafas de conhaque e 300 de licor, provavelmente produzidas na época da primeira guerra mundial, entre 1914 e 1918. Os destroços do navio estão a 77 metros de profundidade.

Peter Linberg e outro integrante da Ocean X exibem garrafas encontradas no fundo do mar

Segundo a própria equipe de caça tesouros, essas bebidas, que agora têm mais de 100 anos de envelhecimento, tinham sido enviadas pela França como presente ao Império Russo, por causa da Tríplice Aliança.

A viagem deveria ter ocorrido em 1916, mas foi adiada para maio de 1917, por causa da enorme quantidade de gelo que cobria o Mar de Bótnia, que separa a Suécia da Finlândia. O caminho para transportar a carga foi escolhido porque o território sueco esteve neutro durante os conflitos. Assim, a encomenda que deveria ser degustada por Nicolau II, na antiga capital russa, Petrogrado, atual São Petersburgo, só foi retirada do fundo do mar em 2019.

O navio a vapor, que levava as bebidas à Rússia, foi abordado por um submarino alemão, que decidiu torpedeá-lo por considerar que parte da carga seria contrabando. A tripulação do navio foi transferida para outro navio ancorado nas proximidades e chegou à Suécia.

A Ocean X, divulgou imagens das garrafas, além de afirmar que a missão durou vinte anos. Quando a nau foi a pique, várias partes da embarcação foram danificadas. Em 1999, os mergulhadores tiveram acesso aos destroços, mas só agora puderam utilizar equipamentos para retirar os achados.

Segundo os exploradores, em 22 de outubro deste ano, a carga foi recuperada.

As garrafas de conhaque são da Haartman & Co, marca comprada pela Bacardi de Cuba e as de licor da Dom Benedictine , um dos mais antigos do mundo.

Para serem avaliadas e vendidas por valores que podem chegar a valer milhões de dólares, as bebidas ainda precisam passar por testes químicos. “Primeiro temos que averiguar a vedação das garrafas, antes de fazermos os testes químicos e de sensibilização” informa o grupo que lamenta o resgate de parte da carga ter perdido a vedação, mas que ainda não abriu nenhuma das garrafas que foram encontradas intactas com as rolhas e aparentemente, podem manter o conteúdo original.

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