COLETES AMARELOS-SINAL VERMELHO NA FRANÇA

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2018 França.

O Protesto dos “Coletes Amarelos”, manifestação que tem sido pouco repercutida pala mídia internacional e nacional, levou inicialmente às ruas da França mais de 280 mil pessoas para protestar contra o aumento do preço dos combustíveis sendo estendida depois à várias outras reivindicações. Uma pessoa morreu atropelada e mais de 200 ficaram feridas. A onda de protestos, divulgada pelas redes sociais ainda continua de forma intensa e o Presidente Macron, somente agora depois de quase duas semanas de manifestações violentas, pede desculpas por não ter entendido a voz do povo, pedindo às forças políticas e sindicais na quarta-feira (5) para lançarem um “apelo à calma” com o objetivo de desmobilizar os protestos contra o governo que varrem o país.

Vamos lembrar algumas manifestações promovidas por essa nova ferramenta de comunicação, que tem mais alcance do que a televisão e os jornais.

2011-2013 2015- Argentina- As redes sociais levaram milhares às ruas contra a presidente Cristina Kirchner, que enfrentou ondas de panelaços, e depois contra as novas medidas adotadas pelo presidente eleito vinte dias após as eleições de Macri.

2014 –EUA-  Protestos de Ferguson as imagens da morte de um jovem negro, feita por um policial, se espalharam nas redes sociais, levando os moradores da cidade do Missouri às ruas. Em novembro, Wilson foi absolvido e houve nova onda de protestos. O chefe de polícia da cidade foi demitido do cargo

2015 Brasil- Manifestações de 15 de março Mais de 2,3 milhões de brasileiros protestaram nas ruas contra os políticos brasileiros. A organização ocorreu por correntes no WhatsApp e eventos no Facebook. Os alvos principais dos manifestantes foram a presidente Dilma e o PT, levando o Congresso Nacional a votar o impeachment da Presidente do Brasil, mudando os rumos da política brasileira.

2018 Brasil- As redes sociais tiveram papel fundamental na eleição de 2018 , no Brasil, elegendo Bolsonaro que não tinha apoio financeiro, nem tempo de televisão e era criticado pela mídia regular, além de eleger inúmeros outros candidatos, um deles era um youtuber que morava em Miami.

Como vemos os governantes ainda não atentaram para a força das redes sociais.

MCLNetto

 

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