Cláudio Castro também roubava com Witzel, diz ex-secretário delator

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O ex-secretário de Saúde do estado do Rio de Janeiro, Edmar Santos disse em sua delação premiada que sabia que o dinheiro roubado seria dividido também com o atual governador em exercício, Cláudio Castro.

Segundo o preso, o deputado André Ceciliano (PT), presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deixou claro que parte dos R$ 100 milhões doados pelo Legislativo para o combate à pandemia seria desviada a partir de um esquema de transferência de valores a prefeituras do interior do estado.

Segundo Edmar, o dinheiro roubado do povo seria dividido com os integrantes da cúpula do governo, o então vice-governador Cláudio Castro, com o governador afastado Wilson Witzel, com o Pastor Everaldo, com Edson Torres, e com Victor Hugo.

Na delação, Edmar relata que conversou com André Ceciliano para tratar do assunto.

“Toda a movimentação de recursos seria estruturada em cima de excedentes dos duodécimos da Alerj — valor transferido pelo Tesouro Estadual para o custeio do órgão. Diante das dificuldades de caixa do Executivo, a Assembleia propôs doar as sobras. Mas, agora, o ex-secretário de Saúde alega ter sido uma manobra para beneficiar o esquema de desvio de verbas da Saúde durante a pandemia.”

Em junho, a Operação Tris in Idem também cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de Cláudio Castro e de André Ceciliano.

O conteúdo da delação de Edmar está descrito em 433 páginas do relatório do MPF da operação Tris in Idem, deflagrada no fim do mês de agosto.

De acordo com o MPF, “os valores obtidos de forma ilícita na Saúde iam para um caixa único da organização criminosa. O repasse da propina ao primeiro escalão do governo e a operadores era então dividido.

Segundo o que relatou o ex-secretário aos procuradores, os esquemas criminosos estão atuando em de todas as secretarias do Estado do Rio.

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