CHEFS SÃO MOTIVADOS COM PITADAS DE PRÊMIOS

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Chefs brasileiros no prêmio em 2018

O reconhecimento em mídia e prêmios é o que todo profissional espera. O investimento num negócio e na carreira é o primeiro passo para abrir horizontes a essa visualização . Até aí não tem novidade nenhuma. O maior interesse é fazer valer pelo talento, competência, comprometimento e seriedade naquilo que você é ou projeta ser.

Na gastronomia os chefs, restaurateurs, equipe de salão, sommeliers, entre outros trabalham com muito empenho para um funcionamento alinhado de um restaurante. E aguardam ansiosos os prêmios e eventos anuais da grande mídia nacional como Veja Comer e Beber, Prazeres da Mesa, Encontro, Rio Gastronomia, entre outros.

Chefs brasileiros no prêmio em 2018

É muito importante a premiação. Mas tem que ser sério.
Admiro muito quem recebe um prêmio. E como gosto de pessoas sérias, movimentos comprometidos a coluna de hoje é dedicada ao prêmio Michelin.

Prêmio Michelin

Guia Michelin é um guia turístico publicado pela primeira vez em 1900 por André Michelin, um industrial francês fundador da Compagnie Générale des Établissements Michelin, fabricante dos pneus Michelin. O objetivo de André era o de promover o turismo para o crescente mercado automobilístico.
Está presente na maioria dos países europeus e em vários no mundo. O Guia é publicado em duas cores sendo que cada uma delas tem uma aplicação diferenciada.

São classificadas em três estrelas e esse recebimento é o ápice de um restaurante, para um chef e equipe.
As estrelas:
• 1 estrela: bom restaurante nessa categoria;
• 2 estrelas: excelente cozinha, com carta de vinhos de primeira qualidade e especialidades;
• 3 estrelas: cozinha excepcional, ambiente e atendimento perfeitos.

AS CATEGORIAS DO GUIA MICHELIN

Atualmente, esse guia é publicado em 4 categorias:

• verde: sinaliza patrimônios arquitetônicos e históricos. Bom para turistas;
• prático: com informações mais essenciais sobre as cidades para os turistas. Vem no formato de bolso;
• gourmand: seleção de restaurantes típicos de cada região da França ou do mundo;
• vermelho: guia de hotéis e restaurantes referenciados com as estrelas.

Em 1997, foi criada a categoria Bib Gourmand no conceito: comida de qualidade a preços justos.
Hoje, são 29 guias do tipo vermelho que avaliam 45 mil restaurantes em 28 países.
Na América do Sul, o Brasil foi o primeiro a contar com a sua edição local do Guia. Em 2017, sua 3ª edição trouxe 18 restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro.

Restaurante Tuju em São Paulo

No Rio o Oro, Lasay, Mee, Olympe, Cipriani, entre outro. São Paulo DOM, Tuju, Fasano, Jun Sakamoto, Tangará Jean Georges, Esquina Mocoto, e por aí vai. No App do Guia Michelin tem todos os premiados.

Entre as iguarias:

Mousse de chocolate amargo do Tangará Jean-Georges
Tutano com vinagrete de língua do Esquina Mocoto

O esforço é muito grande de uma equipe para conseguir a premiação. Essas classificações são tão singelas. Às vezes questiono quando ouço que o fulano que não entende nada de gastronomia, nunca pisou num restaurante premiado e se torna jurado de uma premiação da revista “tal e qual”. E votou no restaurante do amigo dele. Nessas horas tiro minha camisa de força do cofre e me isolo amarradinha no quarto da louca. Não aceito isso.
Mas na terra que o dinheiro domina tudo. Pagou publicidade levou. Tá bom. Seguimos.

Raphael Rego com o prêmio Michelin em Paris

Ontem um brasileiro ganhou em seu restaurante em Paris um prêmio Michelin. Quando vi meu coração palpitou e o sorriso veio fácil para o carioca Raphael Rego do restaurante Oka.

Nele o chef faz a fusão da comida francesa com a amazonense. Importa cerca de 80 ingredientes do Brasil.
Essa coluna é dedicada ao jovem Raphael que está representando a alta gastronomia lá fora.

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