Brasília com seus 60 anos vai atrair 500 mil turistas O projeto que começa com empresários do setor e vai direto para o coração do brasiliense apaixonado pela cidade`

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Brasília, cores e linhas que nos encantam Foto Alan Marques

O setor de turismo saiu na frente ao lançar campanha de valorização da Capital Federal com o movimento “Brasília 60 – Uma paixão que só aumenta”. Rodrigo Freire, presidente do Convention Bureau, capitaneia o projeto e em entrevista para BSB Magazine fala sobre a campanha de aniversário da cidade e como “a capital tem muito mais para mostrar além da política e vai se preparar mais ainda para receber turistas de diversos lugares”.

Rodrigo Freire está à frente do “Brasilia 60 – Um amor só aumenta”

Qual o objetivo da campanha para os 60 anos de Brasília? 

Queremos envolver todos os brasilienses e entrar no corações de cada um para que assim a gente possa chamar todos os brasileiros para conhecer e ter orgulho da capital de todos os brasileiros. Vamos mostra que Brasília é cinematográfica, humanizada e que tem um povo hospitaleiro. 

Como vão fazer isso?

Vamos mostrar a cidade.

Fazer o brasileiro entender que Brasília é linda, tem grande potencial para empreender nas áreas de bares, restaurantes, hotelaria e turismo. As belezas naturais estão em cada rua da cidade e nas possibilidades de ecoturismo desse nosso cerrado cheio de vida e cachoeiras. As linhas arquitetônicas de Niemeyer, os azulejos de Athos Bulcão e o projeto urbanístico de Lúcio Costa fazem da cidade referência internacional.

Por tudo isso, é nosso dever fazer mais. Comemorar os 60 anos de Brasília com todo o país, com todo o mundo.

Como pretendem espalhar a campanha para um público maior? 

Pretendemos usar muito os canais de redes sociais, os cinemas do Brasil inteiro para veiculação dessa campanha. 

A ideia é primeiro envolver as 2 milhões de pessoas que moram aqui no DF para despertar esse amor que tem dentro de cada um de nós. Depois vamos expandir essa campanha para todo o Brasil. 

Existe algum lugar como foco da campanha?

Já num primeiro momento queremos começar uma etapa internacional que vai começar por Nova York no Brasilian Day, onde estaremos veiculando e trabalhando a campanha “Brasília 60 – Um amor que só aumenta” com a apresentação do Marcelo Brandão, nosso parceiro que fez a música.  Eu não tenho dúvidas de que vai ser uma revolução. 

A gente tem que se consolidar como a capital da América do Sul, como uma referência não só para os brasileiros, mas temos que assumir a nossa identidade. 

Como será trabalhada a campanha fora da Capital? 

Nós temos que mudar a forma de como as pessoas que moram outros estado veem Brasília para ver uma cidade mais gostosa de viver, mais pujante para empreender e principalmente para visitar. Brasília é surpreendente e é muito mais do que as pessoas imaginam. 

Vamos falar de melhoria de serviço público na capital já que Brasília ainda é carente desses serviços. 

O turismo é muito transversal e permeia muito por todas as outras áreas do governo. Eu acredito que Brasília tem um diferencial em relação à infraestrutura, principalmente em relação às demais cidades brasileiras. Temos um aeroporto diferenciado que está no centro do Brasil com voos para todas as cidades.

A gente tem que se consolidar como a capital da América do Sul, como uma referência não só para os brasileiros, mas temos que assumir a nossa identidade. 

Com o andamento da campanha, quais resultados você acha que poderão ser vistos na própria capital em relação a construções, reformas e serviços? 

Eu acredito que com isso a infraestrutura tem que caminhar junto. Estivemos conversando com o ministro do turismo sobre melhorias nessa área para promoção de Brasília. Não adianta prepara os nossos funcionários com curso de inglês, como fizemos na Copa do Mundo, se dois meses depois não vai ter mais gringo ou estrangeiro aqui na nossa cidade. Não tenho dúvida de que quando o turista começar a ser uma realidade diária aqui na nossa cidade, a infraestrutura e a qualificação vão caminhar juntas. 

Mas tudo isso só pode acontecer se dermos as mãos. O projeto tem que ser da cidade, dos veículos de comunicação, do brasiliense apaixonado por Brasília, de todos. Temos que abrir mão das vaidades e todos temos que estar juntos. Essa também é uma campanha que estamos dando um presente pra quem mora aqui e quer mais oportunidade de emprego, renda e desenvolvimento. 

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